sexta-feira, maio 07, 2021

Agora que, mais uma vez, estou no “mercado”,…

…da cabeça aos pés, tudo o que me continua a deixar sem fôlego.

Cabelos compridos e rebeldes para os afagar e esperar que soltos, me percorram as costas;

Alças e ombros à mostra para pegar nas mãos, correr os braços nus, passar nos ombros e envolver o pescoço atrás das orelhas;

Decote generoso e cheio, com um colar pendente para traçar a linha do desejo, para percorrer com a ponta dos dedos;

Mãos com pulseiras e unhas pintadas de cor, porque ser feminina é isso mesmo. É cor, é enfeite, é magia;

Vestido de tecido ao mesmo tempo leve, mas pesado o suficiente para marcar as curvas do corpo em movimento, só para poder adivinhar primeiro, tocar depois e levantar por fim, porque nada é para fazer depressa de mais;

Tatuagem no fundinho das costas, para ter também um pretexto para ficar a olhar para uma das curvas mais sensuais da natureza;

Rabo redondo em forma da lua, porque sim;

Sandálias de salto nuns pés pequenos e de unhas pintadas que caibam nas palmas das mãos.

Mas porque a vida não é só visão e tato, e porque há muito mais a tirar-me o fôlego:

Corajosa porque a vida nem sempre é um mar de rosas e os desafios que enfrentamos nem sempre são de se enfrentar encolhidos ou de ânimo leve;

Com atitude e iniciativa porque já não temos tempo a perder;

Faladora qb, porque eu falo pouco, e se formos dois calados, então fica um ambiente meio estranho;

Despudorada e bem resolvida consigo e com o seu corpo, porque nesta fase da vida, temos mesmo é que aproveitar o que temos e não chorar pelo que perdemos, ou pelo que nunca aproveitámos.

Independente, para que possa viver tranquila ao lado de um introspetivo, sem stressar por ter que introspetivar também.


sexta-feira, abril 16, 2021

Bora lá

Vínhamos de uma típica e animada feira medieval da cidade. Tínhamos estado com uns amigos, jantado por lá e bebido uns copos. Era uma noite de verão, daquelas típicas noites quentes de Castelo Branco. Estávamos os dois muito animados e felizes.

No regresso a casa, noite avançada, numa avenida, demos com uma rotunda relvada a ser regada. Ela em tom de desafio disse: - Não és capaz de ir ali tomar banho. E eu respondi: -só se fores comigo! E fomos.

E foi épico. Os dois, ali no meio da avenida, a empurrarmo-nos para debaixo do jato da rega. Encharcados e felizes. Seguimos para casa a molhar o carro. Já no prédio, fomo-nos despindo pelo elevador, e…

Foi desta loucura, desta imprevisibilidade que eu senti falta nesta minha última, longa e atribulada relação. Preciso disso para me estimular. Preciso ter alguém que me desafie, que me tire do sério, da zona de conforto. Que me provoque, que me dê horizontes novos, que me permita sonhar com algo novo e diferente. Não me quero sentir no fim da linha, já à espera do fim. Sem desafios.

Bora lá a uma vida nova!

quinta-feira, abril 08, 2021

Sonhos

Esta noite sonhei que, numa visita a um apartamento para comprar, conhecia uma mulher. Vimo-nos na rua, entrámos no prédio juntos e a química foi de tal forma intensa, que no elevador, ela beijou-me na boca. Foi durante um intenso olhar, em que ambos percebemos que o que sentíamos era absoluto.

Ela tinha, um olho verde e outro azul (pormenores de sonhos) e cabelo loiro, pouco abaixo dos ombros. Vestia um vestido leve, bege de padrão floral. Era alta para mulher e elegante, sem ser magra, e rechonchuda sem ser gorda. Teria uns quarenta e poucos anos. Achei-a linda. Na verdade, ela era mesmo uma mulher muito bonita, com um olhar doce e um ar carinhoso.

Já no apartamento, esquecemos a visita e falámos de nós. Eu estava livre, mas ela tinha um namorado, numa relação sem muito comprometimento, fácil de terminar. Namorámos ali mesmo. O sonho não teve grandes pormenores a partir daí. Não era um sonho erótico. Era um sonho sobre amor e paixão correspondida. Um sonho sobre amor, sem dúvidas, só com certezas. Certezas sobre o que os dois sentíamos.

Um sonho sobre a alegria tranquila e a paz, de finalmente ter chegado ao destino. O sonho de toda uma vida. Como se ao fim de muitos anos no mar, a navegar à deriva, depois de ter aportado em várias ilhas, mais ou menos desertas, tivesse chegado finalmente a uma praia paradisíaca de uma baía protegida, plena de natureza e luz.

sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Contradições

Tenho a perceção, talvez distorcida, que a maior parte das mulheres quer um homem sensível, meigo, carinhoso, educado mas, se encontra um, não demora muito a perceber que afinal,…Bem afinal, um bocadinho de rudeza e brutidade, não lhe cairia mal. No fundo é mais ou menos como os homens, que sonham com uma dama na mesa e uma louca na cama.

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

Falamos de anti stresses


Bem visto, de facto. 

Para mim, até mais do que as mamas, as curvas femininas de um rabo, são ainda mais relaxantes, mas isso são pormenores que não tiram o verdadeiro sentido do paradoxo.

segunda-feira, janeiro 04, 2021

Obrigado

Naquela altura, abriste-me a porta de um Mundo que eu sabia que existia, mas que na realidade, não conhecia. E esse Mundo, assim descoberto, mudou não só a forma como eu o via, mas também a forma como eu nele vivia. Desbravei esse Mundo, de inicio muito devagarinho (medindo muito bem os pequenos passos que dava), e mais tarde de forma ávida, com sofreguidão.

Hoje dou graças a te ter conhecido. Representas, representarás sempre para mim, uma luz que se abriu no meu horizonte. Um guia para caminhos onde eu fui muito feliz, para caminhos onde me realizei.

Obrigado

quarta-feira, setembro 30, 2020

quinta-feira, setembro 10, 2020

Eu também


"I have dust in curious places"

Também me acontece muitas vezes. Trabalhar no campo, numa região como esta, dá nisto. 

Quer dizer, na questão do pó, porque estas moças nunca as vi por cá. :)

quarta-feira, julho 08, 2020

Leituras


A Voz da Terra - Miguel Real - D.Quixote

Uma pessoa que me conhece bem, ofereceu-me este livro no Natal passado. Estava no pequeno monte de livros para ler e confesso que tinha muita vontade de o começar a ler. Não sou do tipo de pessoa que consegue e gosta de ler mais que um livro de cada vez, portanto só agora lhe peguei.

O livro prometia. Romance histórico, Portugal, Brasil e uma recomendação de quem mo tinha oferecido. Alguém de quem gosto muito, com uma cultura acima da média e que já noutras ocasiões me aconselhara obras marcantes, de que gostei bastante.

Mas este livro foi uma surpresa negativa para mim. A história pode ser boa, o enredo melhor, mas caramba,... a pontuação??  Porque não?


Páginas e página seguidas, onde dificilmente se encontra um ponto final. Parágrafos? Um de dez em dez páginas? Porquê??? Qual o sentido? Qual a razão, se isso só torna a leitura difícil, cansativa e até stressante? 

Vou insistir e aproveitar as férias que se aproximam para acabar de o ler, insistindo por respeito a quem mo ofereceu e para já, não por respeito e admiração pelo autor.

PS. O facto de andar há uns meses a tentar ignorar os efeitos dos 50 anos, recusando comprar uns óculos de ver ao perto, também não está a ajudar muito. :)

Mais ou menos isto