Lembras-te das ruas empoeiradas para onde íamos de Mini?
Hoje são só prédios.
Como a cidade cresceu.
Como nós crescemos…
O que queria eu nessa altura?
…
Como era infantil, …
O que escolhi para mim?
O que escolhi para a minha vida?
…
Como era criança, como era inocente…
E hoje?
E agora?
Hoje esforço-me por fazer de adulto numa bricadeira de criança.
Agora esforço-me por ter aquilo que quero hoje, com o que escolhi naquele tempo.
Mas às vezes parece que não dá. Simplesmente não dá.
O vento vai me levando nesta minha nuvem que eu tento manobrar. Daqui vejo o mundo e o que me marca escrevo, por sentir que apenas a escrita, ouve e compreende os meus desabafos. Mas nem tudo o que vejo é real. Muitas vezes são apenas delírios da imaginação ou simplesmente, sonhos.
segunda-feira, outubro 13, 2008
verdades (in)consequentes
Durante todo este tempo de casamento apaixonei-me por fora, duas vezes.
No fundo foram fantasias vãs. Nasceram, viveram e morreram dentro da minha cabeça e de lá não saíram, mas soube-me bem. Quebrou a rotina, a pasmaceira e a vida continuou. A minha mulher nem teve tempo nem razões para desconfiar, porque no fundo, eu nunca deixei de a amar também.
Como é que isso foi possível? Nem eu sei.
sexta-feira, outubro 10, 2008
Lembrei-me disto agora
(E aproveito para disfarçar o post anterior)
Se forem a um ginásio e virem um rapazito, ou melhor, um homenzito que usa umas meias, daquelas, um palmo acima dos ténis, em vez das ridículas meinhas, totalmente amaricadas, rente aos ténis, podem falar com ele. Sou eu, o waterfall. O único.
Post parvo (e totalmente ficcionado), afinal de contas, hoje é sexta-feira
- Hoje vi uma Ex…
- Sim e depois? O que é que isso tem?
- Nada, apenas me fez ficar com um sorriso parvo na cara.
- Ainda gostas dela?
- Não, nem pensar. Até fui eu que acabei com ela…
- Então porque ficas com esse sorriso parvo?
- Bem,… Ela era,… Como hei de dizer… Ninfo?
- Ela??!! Não tem nada cara disso.
- Pois não, mas quem não vê caras não vê corações.
- Uma louca na cama (ou no banco de trás do meu Mini.):)
- Adorava sexo oral e eu às vezes não estava para aí virado. Fui me fartando. À tarde, à noite, a qualquer hora. Ufff!
- Bem, continuo sem perceber o sorriso parvo.
- Sabes quando vais a uma festa e vês tanta comida boa que ficas enjoado logo à primeira coisa que comes? E depois no dia a seguir, te arrependes de tudo o que não comeste?
- Sim, sei.
- Pois,… Então vês.
- Sim e depois? O que é que isso tem?
- Nada, apenas me fez ficar com um sorriso parvo na cara.
- Ainda gostas dela?
- Não, nem pensar. Até fui eu que acabei com ela…
- Então porque ficas com esse sorriso parvo?
- Bem,… Ela era,… Como hei de dizer… Ninfo?
- Ela??!! Não tem nada cara disso.
- Pois não, mas quem não vê caras não vê corações.
- Uma louca na cama (ou no banco de trás do meu Mini.):)
- Adorava sexo oral e eu às vezes não estava para aí virado. Fui me fartando. À tarde, à noite, a qualquer hora. Ufff!
- Bem, continuo sem perceber o sorriso parvo.
- Sabes quando vais a uma festa e vês tanta comida boa que ficas enjoado logo à primeira coisa que comes? E depois no dia a seguir, te arrependes de tudo o que não comeste?
- Sim, sei.
- Pois,… Então vês.
quarta-feira, outubro 08, 2008
sweet sixteen
Acabei de ler o livro “Memória das minhas putas tristes”, de Gabriel Garcia Marquez.
Não há forma elegante ou poética de explicar esta atracção de homens velhos e menos velhos por meninas de 16 anos, pois não? Corpinhos em erupção, inocência à flor da pele, instintos…? Loucura?
Não gostei.
Não há forma elegante ou poética de explicar esta atracção de homens velhos e menos velhos por meninas de 16 anos, pois não? Corpinhos em erupção, inocência à flor da pele, instintos…? Loucura?
Não gostei.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Clarinete
Hoje recomeço as aulas de clarinete. Não treinei muito durante o verão, mas também no verão nunca tenho muito tempo livre.Toquei umas coisitas, de algumas músicas que gosto, que fui tirando de ouvido, mas, escalas de baixo para cima e de cima para baixo, de trás para a frente e da frente para trás, como tinha ficado combinado, é que nem por isso. Assim, vamos lá ver como sai o recomeço.
Para começar bem a semana
Conheci-os hoje e gostei. Chamam-se "Pontos Negros" e o disco de estreia chama-se "Magnífico Material Inútil". :)
...
"Com mulheres que calçam o 40
é melhor revelar prudência"
...
Que tal?
sexta-feira, outubro 03, 2008
A esperança... Dança na corda bamba de sombrinha
Não queria ir de fim-de-semana com este post, tão “down” aqui de trás, por isso deixo aqui uma musiquita de que gosto muito. Uma música que fala de esperança, numa interpretação mágica do seu autor, numa envolvência entre os músicos e o público de arrepiar.
Reparem bem na emoção do pessoal na plateia. É contagiante, não é?
É Brasil.
Reparem bem na emoção do pessoal na plateia. É contagiante, não é?
É Brasil.
O Bêbado e a Equilibrista
Composição: João Bosco e Aldir Blanc
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...
A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...
Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...
Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...
Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...
Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...
quarta-feira, outubro 01, 2008
Em plena montanha russa química
Quando estamos a passar mal, se nos queixamos, se tentamos chamar a atenção e não sentimos apoio, conforto, … solidariedade, …
Estamos sós, não estamos?
Ás vezes sinto que estou…
Ás vezes estou…
Estamos sós, não estamos?
Ás vezes sinto que estou…
Ás vezes estou…
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Dúvidas existênciais
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