terça-feira, setembro 08, 2009

Férias


Fui e voltei.
Não digo que não gostei, porque acho que tenho muita sorte em poder viajar e conhecer pedacitos do nosso Mundo. Só por isso me sinto privilegiado, só por isso qualquer viagem é boa e só por isso acho sempre que valeu (vale) a pena.

No entanto digo, se noutros destinos fiz amigos em pouco tempo, neste não fui capaz sequer de “conhecer” alguém, se noutros me senti capaz de lá ficar para sempre, neste soube sempre que estava só de passagem. Se noutros penso constantemente em voltar, nalguns momentos em que me sinto mais em baixo, tenho até vontade de me mudar para lá definitivamente, neste sinto que não seria capaz de igualar a força, a determinação e a coragem dos que lá vivem.

Além disso, tenho um Mundo imenso para conhecer e para deserto, chega este quase-deserto onde trabalho.


P.S. Mais fotos disponíveis no "msn". :)

sexta-feira, setembro 04, 2009

Você foi...

Outra Vez
Composição: Isolda

Você foi, o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez....

Você foi,a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi, o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez

Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder

Você foi, toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi, o melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez

terça-feira, setembro 01, 2009

terça-feira, agosto 18, 2009

quarta-feira, agosto 12, 2009

Férias



Vou de férias.

Vou para um sítio quente.

Muito quente e terrivelmente seco.

Um sítio onde as minhas caipirinhas são uns deprimentes chás de menta, onde a sensualidade da mulher nativa, se existe, está de baixo de longos véus. Onde a paisagem corre as cores do vermelho forte do sol nascente ao amarelo das areias do deserto, passando pelos castanhos escuros e claros da terra seca, ponteados por pequenas bolas verdes acinzentadas das oliveiras. Não há o verde da clorofila estonteante de outras paragens. Só poeira seca. Muito fininha.

Vou de férias para um sítio onde se come, diz-se, uma maravilhosa carne de borrego. Só não entendo se a carne é assim tão boa porque raios a temperam com tantas especiarias e condimentos, que fazem a melhor carne de vaca ter sabor igual à carne de ouriço-cacheiro. Vou para um sítio onde as melancias são fartas e doces como nunca se viu. Mais ou menos como as daqui. Vou para um sítio de música deprimente, tocada com instrumentos estranhos e sons monótonos. Vou para um sítio onde nunca chove, onde sol queima a pele de tal forma que ninguém se atreve a mostrá-la.

Vou de férias e estas são as minhas expectativas.

Pode ser que na volta leia isto e perceba que estava redondamente enganado.

Pode ser...

sexta-feira, agosto 07, 2009

São duas semanas e já vou a meio

Tenho tudo para mim. Sou dono do meu mundo e gosto de me sentir assim.

Um dia

Ela partiu e ele nunca chegou a ver o desenho nela. Por isso gostou de se sentir assim, levado no corpo dela. Haverá um dia em que a vai poder ver, em que a vai poder tocar… Um dia…

Marcas

Já tinha feito um piercing no umbigo. Nessa altura levou consigo um moço porque o queria marcado no corpo e porque precisava de uma mão amiga por perto. E o moço, vidrado em inocência ou se calhar apanhado por um rasgo de coragem e atrevimento, impulsionado pela surpresa, foi.

Mas porque a coisa tinha que ser mesmo marcadamente pessoal, fê-lo prometer que quando pudesse, colocaria um piercing escolhido por ele.

No dia marcado, à hora combinada, encontraram-se no estúdio, mas ela tinha mais uma surpresa. Não iam ficar pela escolha de um simples acessório removível. Ela queria que ele escolhesse um desenho para tatuar o corpo. Definitivo. Deixou-o escolher o desenho, mas não o pedaço do corpo dela. O pedaço que sabia que ele queria. Ele escolheu então um desenho que gostou, que era mesmo a sua cara e que ela também gostou.

Num formigueiro de uma hora o desenho estava na pele. Ficou a memória escrita no corpo. No corpo de uma mulher. Há um homem tatuado num sítio escondido de uma mulher.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Está mesmo muito calor por aqui…

Hoje apetecia-me mesmo…

Vá-se lá entender os gostos e os desejos dos homens em relação a mulheres. Em determinados momentos, até eu me espanto com os meus gostos ("apetites").

Está mesmo muito calor por aqui…

sábado, agosto 01, 2009

[...]

A vida corre...
Ela nunca disse o que queria. Ele nunca perguntou.
Ele nunca disse o que queria e ela também nunca perguntou.
Talvez não tenham sido feitos um para o outro...

Dúvidas existênciais

Serei assim tão desinteressante? Sei que não sou uma pessoa cativante, pelo menos numa análise superficial, mas será que perco assim tanto p...