O vento vai me levando nesta minha nuvem que eu tento manobrar. Daqui vejo o mundo e o que me marca escrevo, por sentir que apenas a escrita, ouve e compreende os meus desabafos. Mas nem tudo o que vejo é real. Muitas vezes são apenas delírios da imaginação ou simplesmente, sonhos.
Ver uma rapariga na
praia, trocar alguns sorrisos, a propósito das travessuras que as crianças, que
estavam com ela, faziam e no dia a seguir, meter conversa, é a mesma coisa que meter
conversa no facebook? Se é, lá se foi a minha promessa…. :)
Não voltei a pedir amizade a desconhecidas nas "redes virtuais" e por alguma
razão (talvez simples coincidência), também nenhuma rapariga desconhecida me
voltou a pedir amizade também.
À minha volta têm andado duas ou três raparigas, a quem não
tenho dado a mínima “bola”, mas que, apesar de tudo, continuam a insistir.
Portanto, tudo isto significa que tenho andado por aí,
sozinho. Muito sozinho. Sentidamente sozinho.
A minha vida não tem aquela adrenalina que tinha, mas
também, pelo menos, não ando metido em confusões. Não me magoo, nem magoo
ninguém.
Apostei que ia esperar pela paixão, pelo encantamento e pelo
amor. Tudo junto ou uma destas coisas de cada vez, mas não está fácil. Quem me
conhece, talvez ache que não seria difícil. Não sou feio (à quem diga que até
sou jeitosito), estou livre, tenho um trabalho relativamente seguro e não tenho
filhos, e por isso nem sequer tenho ex-mulher “à perna”. Mas o facto é que não
acontece. Nada acontece.
O meu trabalho não ajuda muito. Não me socializa muito. Estou todo o dia enfiado
numa pequena aldeia onde só moram velhotes (as aldeias do interior de Portugal, definham aos poucos) e quando volto à cidade vou cansado e só quero tomar banho
e sossegar. Mas mesmo que quisesse sair, não teria com quem. Isto é, até tinha,
mas era com moças e com moças não é fácil conhecer outras moças. Depois, em
terras pequenas se somos vistos com uma pessoa, é porque há caso e se há caso,
o pessoal afasta-se. Não tenho amigos homens, ou pelo menos daqueles a quem se
telefona para sair, ou que sabemos sempre onde estão e dá para ir ter com eles.
Há uns tempos, tive a visita de uma moça em minha casa. A certa altura, nem sei bem porquê (sei mas não digo), dei conta de que o interior dos seus sapatos tinham o mesmo padrão das minhas cortinas do quarto. Curioso, não é?
Walking down to the water's edge
Where I have been before
If I don't find my love sometime
I'm walking out that door
Some may come and some may go
But no-one seems to be
The person I've been searching for
The one whose meant for me
Biding my time, trying to find a heart that's lonely
Looking for her, my love my one and only
Maybe I'll dream, tonight about the girl who'll be coming my way
So I'll take this chance and celebrate the day
When I'm making my way through an open door
I've got some love and so much more
And I'm ready to make someone mine
Making my way through an open door
I've got some love and so much more
And I'll find her, 'cause it's about time
You try too hard and it feels just like
You're running on thin air
Why does luck happen by suprise
If you don't really care
The past is gone the flames are out
From fires that have burned
New ideals and different thoughts
From lessons I have learned
Biding my time, trying to find a heart that's lonely
Looking for her, my love my one and only
Maybe I'll dream, tonight about the girl who'll be coming my way
So I'll take this chance and celebrate the day
When I'm making my way through an open door
I've got some love and so much more
And I'm ready to make someone mine
Making my way through an open door
I've got some love and so much more
And I'll find her, 'cause it's about time
Got the feeling this could take a pretty long while
To find that smile
Put my faith in another piece of good advice
Well I tried that twice
Waiting for, a little something more
To inspire, take me higher
And I'm ready to make someone mine
Making my way through an open door
I've got some love and so much more
And I'll find her, 'cause it's about time
It's about time...
It's about time...
It's about time...
"(...) Não,... eu reajo assim pela frustração de ter percebido que o carinho que tenho por ti, mesmo junto com o amor que tens por mim, não é suficiente para me fazer feliz e por consequência fazer te feliz a ti. Não é uma atitude propositada. É uma reacção fruto de um sentimento que não fui capaz de disfarçar...
(...)
Sinto-me o homem mais estúpido do mundo. Tirei-te do teu canto, onde estavas a começar a aprender a viver sem mim... Desculpa..."
Vitima de um sentimento de solidão, que passou por mim durante umas semanas, uma solidão rodeada de gente estranha, longe de tudo aquilo que sou e longe de tudo aquilo que quero para a minha vida, decidi refugiar-me nos braços de uma relação antiga. Esquecido de tudo o que me tinha afastado dela e esquecido até do alívio e da sensação de liberdade que experimentei depois do afastamento, cometi uma erro tremendo. Fui egoísta e acabei sendo cruel. Não estou nada orgulhoso de mim. Enfim... Precisava desabafar.
Depois de várias tentativas, consegui hoje acabar de ver em “live
stream” o filme “Her”.
Incrível como me identifiquei com a personagem do filme, “Theodore”.
Sinto que também eu sou um tipo esquisito.
Apesar de sensível, a minha dificuldade em entender e em
lidar com as minhas emoções e com as emoções dos outros faz-me parecer, por
vezes, um individuo frio e distante. Sou uma pessoa com uma enorme capacidade
de amar, mas que não sabe como lidar com isso.
Anseio por encontrar uma alma que me entenda e que não me
julgue, ou pelo menos, uma alma com quem eu me sinta, de tal forma à vontade, que
consiga viver sem me sentir julgado. E
se fosse um Sistema Operativo (SO)?
Será um blogue, este mesmo blogue, a coisa mais próxima desse
SO?