quarta-feira, março 09, 2016

quarta-feira, março 02, 2016

Você é a saudade que eu gosto de ter



Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim. 
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade
Faz lembrar de tudo outra vez. 
Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez. 
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder. 
Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.

terça-feira, março 01, 2016

Perdido

Chego a casa, desfaço a mala, arrumo, lavo roupa, passo roupa e volto a fazer a mala.
Semana após semana, não limpo, não cuido, mal mudo os lençóis onde durmo a correr,…

Sinto-me cansado, não me sinto a viver,…
Preciso do meu espaço,..
Preciso do meu tempo,... 

quinta-feira, janeiro 21, 2016

Um dia terei a certeza

No verão passado aconteceu-me uma das melhores coisas que me podiam ter acontecido. Foi um cumprir de um sonho, ou melhor, de vários. Foi a realização de uma em várias fantasias.

Encoberta numa capa de normalidade, e até de algum pudor, estava, ali na praia, aquela que viria a ser a mulher mais reveladora que alguma vez eu conheci e que, nem sequer pensava já vir a conhecer, nesta minha vida pacata.

Foi de tal forma intenso e revelador, que apesar de tudo ter terminado há já quase dois meses, durante todo este tempo, fui incapaz de escrever qualquer coisa que fosse sobre o que se passou. Ainda não sei se serei capaz hoje.

Infelizmente, a vida é um caminho cheio de escolhas. Escolhas essas, que muitas vezes nos obrigam a tomar decisões entre dois opostos, simplesmente porque o meio-termo não existe ou não está ao nosso alcance. E neste meu caso, a parte íntima era fenomenal, mas apesar disso (e de outras coisas boas),infelizmente não me apaixonei. Faltou qualquer coisa. Talvez mais do que uma simples “coisa”.  Não sei.

De tal forma que, a certa altura, escolhi seguir um caminho sem ela. Sozinho. À procura da minha ansiada e arrebatadora paixão. Mas pouco tempo depois, ela escolheu vir atrás de mim, assumindo todos os riscos que pudessem advir de uma situação destas. Acho que confiava bastante nas suas qualidades e talvez nas minhas fragilidades. Mas apesar de continuar a ser muito bom, não era suficiente. E como eu costumo dizer, eu estava em modo “Still looking” e de repente apareceu uma outra mulher que me pareceu a “tal” e tudo terminou.

Tive sempre noção, que apesar da falta de paixão, aquela mulher nunca se afastaria da minha memória. As coisas incríveis que vivi nunca me abandonariam e provavelmente, muitas vezes, me iria arrepender de a ter deixado. De a ter trocado. De ter achado que haveria algo melhor que amor físico e que as nossas partilhas intimas. Ainda hoje não sei se fiz bem ou se fiz mal. Mas uma coisa é certa, já senti falta, já me arrependi e já deixei de me arrepender. Outra é quase certa. Um dia vou ter essa certeza, se escolhi ou não o caminho  certo.

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Para sempre??

O que é,  como é,  o que significa "...e viveram felizes para sempre "?

terça-feira, janeiro 12, 2016

Ai, ai,... (suspiro)

Disse-me uma pessoa há uns tempos, que eu nunca pertenceria a mulher nenhuma. Que eu nunca me entregaria a uma relação estável. Na altura, esbocei um sorriso superior e pensei que ela estaria redondamente enganada. Apenas ainda não tinha encontrado a pessoa certa. Hoje, pouco tempo depois, e algumas pessoas "certas" depois, já dentro de uma outra relação, essa frase não me sai da cabeça. Começo a achar que se calhar ela tinha razão,…

segunda-feira, novembro 23, 2015

Vou comprar uma pequena floresta.


Vou comprar uma pequena floresta.  

Uma pequena floresta cheia de grandes sobreiros, grandes pedras de granito e vistas “largas”. 
Por baixo de um dos sobreiros, vou instalar uma destas casinhas de madeira, onde depois, na frente, ponho uma mesa de pic-nic.  Noutro sobreiro monto dois baloiços. Vou ter que ter um tanque para guardar água. Vai ser um bom sitio para, no verão, tomar uns belos banhos.  Planto mais árvores.  Sobreiros e outras árvores que dêem mais  cor e densidade à minha floresta. Vou construir um posto de vigia para lá do alto observar os pássaros e a bicharada que por lá andar. Mas pelo sim, pelo não, coloco lá uma cama de rede para o caso de nada se passar. 

Talvez compre uma moto 4 para passear pelas redondezas e para ir a sítios onde não vá o meu Clio.
  
E se ninguém aparecer eu não vou ficar triste, eu não me vou sentir sozinho,  porque ninguém está só numa floresta. Mesmo numa pequena floresta como a minha. 

quarta-feira, outubro 14, 2015


Sou engenheiro de formação e como tal, habituei-me a esquematizar tudo. Nos estudos, no trabalho e claro, na minha vida pessoal.

Eu tenho a teoria de que todos os homens e mulheres se posicionam numa linha que que vai da mulher muito feminina ao homem totalmente másculo. Não existem na minha lógica, apenas homens e mulheres. Existem homens mais masculinos e menos masculinos, assim como mulheres mais e menos femininas. E a linha onde essa gente toda se posiciona é contínua e não tem por isso uma separação clara, pelo que encontramos mulheres tendencialmente masculinas e homens com comportamentos femininos.

Acredito nesta teoria e aceito-a com muita naturalidade. Sei posicionar-me nessa linha e consigo também, posicionar as pessoas que vou conhecendo melhor.

Mas o que acho mais interessante é a quantidade imensa de possibilidades que existem, de diferentes tipos de relacionamentos e nas consequências destas características, nesses mesmos relacionamentos.

Se temos, por exemplo, um homem que está no meio da sua linha masculina e uma mulher no mesmo local da sua linha feminina, então teremos um casal normal. Pelo menos aparentemente. Até aqui tudo bem. O que eu ainda não descobri é, se uma mulher do extremo da feminilidade se dará bem com um homem do extremo oposto, ou se pelo contrário preferirá um homem que se situe mais perto da divisão entre homens e mulheres, ou se porventura não se poderá sentir até atraída por uma mulher masculina. Assim como não tenho a certeza se um homem feminino se interessa por um “super-macho” ou se interessará por outro homem feminino.

Baseado na minha experiência posso tentar dar um palpite. Não tenho nada mais do que a minha própria experiência de vida e o empirismo resultante de uma vida de observações, para me basear no que vou escrever, mas eu acho que existe nessa linha, um espaço mínimo e máximo para que uma relação resulte, isto é, um intervalo de tamanho constante que movendo-se sobre a linha origina em todos os casos relacionamentos com aptidão para resultarem bem. Todos os outros darão relacionamentos desequilibrados.

Pensem nisso se vos apetecer, e se quiserem dêem-me ​a vossa opinião.

P.S. Entretanto, enquanto procurava uma imagem para ilustrar este texto, dei de caras com este teste. O teste em si parece um bocado parvo, mas depois, no texto que revela os resultados aparece a tal linha de que falo.  http://galirows.com.br/teste1.php

Provocações

“Pensei em ti e… dorme com os anjos :) Sonhos doces :) Beijo”

Ontem, recebi esta mensagem no meu telemóvel. Quando a li e quando respondi, não achei nada de relevante na mensagem, apesar de me ter surpreendido por não ser costume. Mas um pouco depois, abri os olhos e voltei a lê-la. Não tinha reparado com atenção no “e…”. O que terá faltado escrever?

Podia ter perguntado, não era? Pois, mas não perguntei. Com esta moça nunca me meti e não quero meter-me. Tenho que resistir.


Mas o que terá faltado? Será aquilo que estou a pensar? 

sexta-feira, outubro 09, 2015

Saudades


Sinto saudades do blogue, do tempo em que escrevia quase por impulso, e da forma como isso me aliviava a alma.

A principal razão para o meu afastamento do blogue, confesso, é a porcaria do facebook, que cada vez mais é um antro de ódio e ofensa, e que me tem roubado tempo à vida e claro, ao blogue.

O facebook pode ser viciante e acho que para pessoas solitárias como eu, mais apelativo se torna. No entanto, não retiro dele mais prazer do que tirava com o blogue, ou tiro? Sim tiro algum prazer e às vezes algumas alegrias, mas será que o tempo que passo a olhar para aquilo compensa? 

De qualquer forma, esta minha nuvem é sempre o meu ponto de retorno. Disso tenho a certeza. Aqui, volto sempre, como quem volta sempre para o conforto e segurança de um lar, como quem volta para a companhia de um bom amigo.

Dúvidas existênciais

Serei assim tão desinteressante? Sei que não sou uma pessoa cativante, pelo menos numa análise superficial, mas será que perco assim tanto p...