Não sei se é da Primavera, se é do avanço implacável da minha idade ou se é de passar tanto tempo enfiado neste buraco do fim do Mundo, onde trabalho, mas o facto é que, dei por mim hoje, a olhar entusiasmado, para as pernas à mostra da minha colega de trabalho de 58 anos!!!
O vento vai me levando nesta minha nuvem que eu tento manobrar. Daqui vejo o mundo e o que me marca escrevo, por sentir que apenas a escrita, ouve e compreende os meus desabafos. Mas nem tudo o que vejo é real. Muitas vezes são apenas delírios da imaginação ou simplesmente, sonhos.
segunda-feira, maio 20, 2019
quinta-feira, fevereiro 21, 2019
Deixei a minha casa
“Decidi focar-me a 100% na relação e para isso, cometi a mais corajosa e arriscada decisão. Deixei o meu apartamento e mudei-me de “armas e bagagens” para casa dela.”
Se me tivessem perguntado há uns meses atrás, se alguma vez tomaria uma decisão destas, diria imediatamente que não, mas o facto é que, há dois meses atrás tomei. Porquê? Não sei bem…
De todas as casas em que vivi, de todos os locais em que morei, o meu pequeno t1, naquele 8º andar, foi sem dúvida o local onde me senti melhor. Foi a casa, onde fui mais eu. Completamente EU.
Depois de 15 anos de casamento e do divórcio, aos quarenta e poucos anos, descobri o sítio onde me sentia verdadeiramente em paz comigo e com a vida. Uma pequena casa com os meus confortos, as minhas memórias nas prateleiras e nas paredes, sol e uma vista bonita e desafogada a nascente. Noites estreladas, luares mágicos, alvoradas relaxantes, fins de tarde inspiradores, trovoadas dramáticas, enfim,… Uma varanda de pura magia.
Mas então porquê?? Porque deixei tudo isto?
Talvez porque naquela casa só cabia eu. Eu sozinho. E porque entre as fases em que achava que devia viver sozinho para sempre e as fazes em que achava que tinha que encontrar alguém, esta última foi quase sempre mais forte.
Mas poderia manter a casa na mesma, não morando lá em permanência, não podia? Não, não podia. Nas duas mais longas relações que tive nestes 7 anos, a casa foi quase sempre como uma terceira pessoa na relação. E as relações são para ser só a dois. Por isso percebi que um dos factores de destabilização das minhas relações era a casa. E por isso arrisquei. Espero não me arrepender. Espero que tenha valido a pena.
No fundo, eu só quero ser feliz.
A ver
Malena - Ennio Morricone
Não sei como é que nunca vi este filme,...
Fotografia, música, argumento,... Tudo muito bom.
quinta-feira, fevereiro 14, 2019
Promessa de Ano Novo
Já está! Uma
das promessas de ano novo está cumprida! Ou melhor, está iniciada!
No dia 1 de
Fevereiro voltei ao ginásio!
Perto dos 50
anos, nunca me tinha sentido tão pesado e tão “amorfo”. Já nem sequer
caminhadas fazia, e já nem sequer tinha a quinta, que durante muitos anos me
serviu de pseudo-ginásio, portanto, o resultado estava a aproximar-se do
catastrófico. Agora só tenho que manter a promessa, mas o primeiro passo está
dado. E querem saber? Não está a custar assim tanto.
Gosto do
ambiente, gosto de ver gente e principalmente, gosto de sentir o bem que me faz,
ao corpo e à mente.
E apesar de
não ser o mesmo ginásio de há dez anos atrás, nem sequer na mesma cidade, dá
para fazer algumas comparações. Então vamos lá!
Primeiro, eu
tenho mais 10 anos em cima. A maior parte das moças e moços continuam a ter
vinte e poucos.
Segundo, sou
uma pessoa com um bocadinho mais de autoconfiança e menos preocupado comigo
próprio e com o que os outros pensam de mim.
Terceiro, noto (não que ande à procura, mas só porque não dá mesmo para não notar) que há mais
moças a treinar,… como é que hei-de dizer,… a trabalhar uma parte do corpo em particular: os
glúteos. E sabem uma coisa? As que o fazem, adoram mostrar os resultados. Usam umas
leggins incrivelmente justas!!
Ahhh, como
podem ser refrescantes e bonitos alguns momentos desta vida!... :)
De resto e de igual, só isto:
sexta-feira, fevereiro 08, 2019
Então, cá estamos nós,...
Tenho escrito tão pouco que nem o essencial fica registado. E talvez nem fosse necessário. Este blogue não começou como um diário, nem nunca o foi, mas de tempos a tempos, sempre acabei por ir revelando um pouco do meu dia-a-dia. Na primeira pessoa ou por interposta personagem, estão por aqui, os mais importantes marcos da minha vida, dos últimos anos.
Escrevi um texto em Setembro, com o título “voltei a casa”. Mas depois disso, tanto se passou,.. Um mês depois dava já um sinal e umas semanas depois,... voltei.
Tive tempo para “explodir”, libertar a tensão reprimida, relaxar e claro, por fim deprimir, e quando deprimi, talvez tenha percebido o que na realidade, seria importante na minha vida. Tive finalmente as minhas tão desejadas certezas e tentei a aproximação. Resultou (até hoje, porque de mim, nada é muito definitivo).
Decidi focar-me a 100% na relação e para isso, cometi a mais corajosa e arriscada decisão. Deixei o meu apartamento e mudei-me de “armas e bagagens” para casa dela. Comecei a mentalizar-me e a pensar em modo “para sempre”, aceitando que isso não seria a vida a acabar mas sim, a vida a amadurecer (voltarei a falar sobre isto porque acho interessante).
Então agora cá estou, sem saber muito bem como estou, nem se fiz o melhor que devia, mas estou, e se aqui venho escrever é sinal que estou mesmo. :)
quinta-feira, janeiro 31, 2019
La Petite Mort
“”La Petite Mort", ou em português, a pequena morte. É este o eufemismo usado pelo fotógrafo Will Santillo para dar nome a um livro onde o orgasmo feminino é o grande protagonista das imagens.
"Se o orgasmo é a pequena morte, será a masturbação o pequeno suicídio?". A pergunta surge na apresentação do livro da Taschen, que contou com a participação de 37 mulheres que se deixaram fotografar pelo artista canadiano enquanto se masturbavam e atingiam o clímax. Todas sobreviveram à "Petite Mort" e estão bem de saúde.”
Jornal “Expresso” 28-6-2011
Um destes dias, num vídeo de uma youtuber, vi uma rápida
referência a um livro que me deixou curioso. “La Petit Mort”, um álbum de
fotografia que retrata o orgasmo feminino.
Se o tema é já, por si só muito interessante, fiquei encantado com
o conceito que desconhecia, a “pequena morte”, que awikipédia descreve assim:
La petite mort em francês, também conhecida como A pequena morte, refere-se ao período refratário que ocorre depois do orgasmo. Este termo geralmente tem sido interpretado para descrever a perda da consciência ou desmaio pós-orgástico das pessoas em algumas experiências sexuais.[1]
De maneira mais ampla, pode se referir ao gasto espiritual que ocorre após o orgasmo, ou um curto período de melancolia ou transcendência, como resultado do gasto da "força vital".
Um estudo recente sobre os padrões de ativação do cérebro usando uma tomografia por emissão de positrões (TEP) dá certo apoio à experiência de "la petite mort".[2]
O certo é que fiquei curioso, pesquisei e percebi que não era assim tão difícil de comprar e quase de impulso, encomendei. Chegou hoje, ainda não o abri e já estou preocupado. Onde vou eu guardar este livro????
E querem saber o pior? No mesmo impulso, comprei da mesma editora, o “Butt Book”!! eh, eh, eh!!!
segunda-feira, dezembro 10, 2018
Sardas
Vi esta fotografia e recordei que já tive uma sardenta assim, na
minha vida. Senti saudades da sua pele macia e perfumada, saudades do seu toque,…
saudades boas.
quarta-feira, outubro 31, 2018
Gostos
Gosto, nas mulheres, de uma pequena dose de loucura. A loucura que umas vezes me diverte e outras me põe nervoso. A loucura que estimula a adrenalina. Acima de tudo, a dose de loucura suficiente para tornar o meu dia-a-dia imprevisível.
quarta-feira, outubro 24, 2018
Dúvidas permanentes
As dúvidas que ele tinha enquanto estava com ela, são as
dúvidas que tem agora, semanas depois de se ter afastado. As dúvidas que o
atormentam e que o fazem invejar aqueles que amam, porque quem ama não tem
dúvidas.
sexta-feira, outubro 19, 2018
Leituras
“Em toda a sua vida, nunca uma sensação tão agradável a
comovera tão profundamente, nem uma aparição tão graciosa sucedera aos seus
receios mais inquietantes.”
«O Vermelho e o Negro» de Stendhal
Alimento-me da procura, da esperança de, ao virar de uma qualquer esquina, me voltar a comover profundamente. Serei só eu?
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Dúvidas existênciais
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