Não valia a pena continuar. Já não fazia sentido. Os nossos caminhos tinham seguido rumos diferentes e eu quis pôr um ponto final naquela ligação. Depois de uma conversa calma, despedimo-nos. Nunca nos zangámos. Ela quis um último beijo. Eu ainda gostava dela e ela talvez gostasse de mim e contra tudo o que poderia parecer correcto, aceitei. Não me arrependi. Um beijo fica sempre bem no fim.
O vento vai me levando nesta minha nuvem que eu tento manobrar. Daqui vejo o mundo e o que me marca escrevo, por sentir que apenas a escrita, ouve e compreende os meus desabafos. Mas nem tudo o que vejo é real. Muitas vezes são apenas delírios da imaginação ou simplesmente, sonhos.
quinta-feira, abril 29, 2010
quarta-feira, abril 28, 2010
segunda-feira, abril 26, 2010
Continuação do post anterior
Caetano Veloso - Eu e a Brisa
Ah, se a juventude que esta brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só pra ser um sonho
Daí então quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho em forma de desejo
Felicidade então pra nós seria
E, depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa paz
Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim queira ficar
E junto a mim queira ficar
E junto a mim queira ficar
E junto a mim queira ficar
sexta-feira, abril 23, 2010
Desejos, sonhos, realidades e ficção
Tenho saudades dos dias em que parávamos pelo caminho para beber uma cervejinha ao fim da tarde. Tenho saudades de conversar contigo, sobre nós, sobre os nossos desejos e sonhos. De nos olharmos nos olhos e de nos resistirmos. Resistência volátil, á medida que a cerveja se esvaziava nos copos. Saudades de te ter por perto.
Tenho saudades daqueles dias quentes, das roupas leves, de te desejar. Saudade de te ver morder os lábios e resistir, saudades de descer pelo teu pescoço até aos botões da tua blusa e de te resistir. Resistia porque resistir aumentava a temperatura do desejo e eu tinha a certeza que um dia o fogo chegava a consumir-se.
Tenho saudades de tudo aquilo que nunca chegou a passar de um sonho…
Tenho saudades daqueles dias quentes, das roupas leves, de te desejar. Saudade de te ver morder os lábios e resistir, saudades de descer pelo teu pescoço até aos botões da tua blusa e de te resistir. Resistia porque resistir aumentava a temperatura do desejo e eu tinha a certeza que um dia o fogo chegava a consumir-se.
Tenho saudades de tudo aquilo que nunca chegou a passar de um sonho…
(A Primavera dá sempre nisto...) :)
quinta-feira, abril 22, 2010
terça-feira, abril 13, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
quinta-feira, abril 01, 2010
Emoções cantadas e escritas
Ontem fui ver esta moça ao vivo. Um grande concerto para uma pequena cidade. Coisa rara…
Uma voz doce e melodiosa, uma simpatia extrema e uma felicidade incrível por estar a falar uma língua que sempre sonhou falar e entender, Português. Ainda aos tropeções, mas muito entendível. Tão doce e tão simpática, que mesmo não fazendo fisicamente o meu estilo (gosto de cabelos compridos), não consegui evitar apaixonar-me. Mesmo estando o marido dela mesmo ali ao lado, agarrado ao saxofone.
Foi um concerto com muitas emoções, tantas que mais uma vez senti falta de ter um caderno comigo, para as poder registar. Não sei bem porquê mas os concertos, os bons, claro, são sempre inspiradores e em mim, a inspiração solta-se escrevendo (bem ou mal). Há sempre, uma música ou outra, uma expressão de um músico ou de uma cantora ou pequenas partes de um poema que davam, logo ali, um bom motivo para escrever.
Infelizmente um concerto nunca é um sítio muito prático para escrever, (para além de fazer um bocado figura de parvo, a escrevinhar feito louco a meio do espectáculo, à média luz), e muitos textos nem sequer seriam agradáveis à curiosidade da minha mulher que não resistiria a lê-los. Por isso é na realidade uma coisa muito fácil e pôr em práctica.
Enfim, fica a esperança de guardar as emoções no subconsciente e de as ir largando a pouco e pouco aqui, no blogue.
Bom fim-de-semana GRANDE!!!
Uma voz doce e melodiosa, uma simpatia extrema e uma felicidade incrível por estar a falar uma língua que sempre sonhou falar e entender, Português. Ainda aos tropeções, mas muito entendível. Tão doce e tão simpática, que mesmo não fazendo fisicamente o meu estilo (gosto de cabelos compridos), não consegui evitar apaixonar-me. Mesmo estando o marido dela mesmo ali ao lado, agarrado ao saxofone.
Foi um concerto com muitas emoções, tantas que mais uma vez senti falta de ter um caderno comigo, para as poder registar. Não sei bem porquê mas os concertos, os bons, claro, são sempre inspiradores e em mim, a inspiração solta-se escrevendo (bem ou mal). Há sempre, uma música ou outra, uma expressão de um músico ou de uma cantora ou pequenas partes de um poema que davam, logo ali, um bom motivo para escrever.
Infelizmente um concerto nunca é um sítio muito prático para escrever, (para além de fazer um bocado figura de parvo, a escrevinhar feito louco a meio do espectáculo, à média luz), e muitos textos nem sequer seriam agradáveis à curiosidade da minha mulher que não resistiria a lê-los. Por isso é na realidade uma coisa muito fácil e pôr em práctica.
Enfim, fica a esperança de guardar as emoções no subconsciente e de as ir largando a pouco e pouco aqui, no blogue.
Bom fim-de-semana GRANDE!!!
segunda-feira, março 29, 2010
sexta-feira, março 26, 2010
Perdidos III
Ela apareceu na sua vida, vinda não se sabe muito bem de onde, nem porquê. Mas o certo é que ele a esperava. E assim que ela apareceu recebeu-a de braços abertos.
Mas ela tão depressa apareceu como se esfumou. O que ela queria ele não lhe pôde dar e o que ele queria ela não tinha para dar. Mesmo assim aproveitou tanto quanto pôde e ela fez o mesmo. Não se arrependeu, dela nunca soube…
Ele apenas queria uma amizade simples. Talvez não tão simples…
Procurava uma amiga. Talvez um pouco mais que isso (razão pela qual só podia mesmo ser amiga e não amigo). Alguém que se sentisse tão só e tão perdido no mundo como ele próprio. Alguém com quem tivesse prazer em conversar. Falar e ouvir. Rir e se calhar chorar. Alguém em que o contacto físico fosse possível. Um abraço, uma mão dada, um silêncio cúmplice, um beijo,… apenas porque estavam tão próximos. Alguém que partilhasse os seus medos, angustias, gostos e alegrias.
Mas ela tão depressa apareceu como se esfumou e ele continuou a sentir falta…
Mas ela tão depressa apareceu como se esfumou. O que ela queria ele não lhe pôde dar e o que ele queria ela não tinha para dar. Mesmo assim aproveitou tanto quanto pôde e ela fez o mesmo. Não se arrependeu, dela nunca soube…
Ele apenas queria uma amizade simples. Talvez não tão simples…
Procurava uma amiga. Talvez um pouco mais que isso (razão pela qual só podia mesmo ser amiga e não amigo). Alguém que se sentisse tão só e tão perdido no mundo como ele próprio. Alguém com quem tivesse prazer em conversar. Falar e ouvir. Rir e se calhar chorar. Alguém em que o contacto físico fosse possível. Um abraço, uma mão dada, um silêncio cúmplice, um beijo,… apenas porque estavam tão próximos. Alguém que partilhasse os seus medos, angustias, gostos e alegrias.
Mas ela tão depressa apareceu como se esfumou e ele continuou a sentir falta…
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