sábado, junho 23, 2007

Flores da cidade



O meu local de trabalho tem 8000 ha.


Esta fotografia é de uma parte dos 8000 ha. Se as vantagens de trabalhar num lugar assim são mais ou menos evidentes as desvantagens nem por isso.

A principal desvantagem é o isolamento. Vive-se num mundo, ao mesmo tempo, grande no espaço mas pequeno no meio. Sinto falta de ver gente, de conversar, de rir. Sinto falta do turbilhão da cidade.

É por isso que quando chego à cidade pareço um burro a olhar para um palácio. Fico de queixo caído, admirando a quantidade fenomenal de mulheres bonitas. Lindas. Mais lindas que o campo e as suas flores.

Procura-se emprego.

sexta-feira, junho 22, 2007

Lamparinas

Se me aparecesse uma lamparina mágica com um mago dentro, nos meus três desejos incluiria o de passar a ter a capacidade de perceber se uma mulher se sente ou não atraída por mim e em que grau. Seria uma ferramenta diabólica. É que nesse aspecto sou um zero à esquerda. Não pesco nada.

Ás vezes até posso desconfiar, notar um olhar ou outro, interpretar alguma coisa dita numa entrelinha, mas a certeza nunca tenho. Nunca é suficiente para que possa responder com segurança. Em toda a minha vida devo ter perdido dezenas de sinais. (fiquei aqui na dúvida entre as dezenas e as centenas, mas a bem da modéstia mantive dezenas). Aliás, do mal, o menos, espero continuar a perdê-los. Isso já não é mau sinal.

Bem, há aqueles casos em que alguém se declara indecentemente, como há uns tempos me aconteceu. Uma prima de uma ex-colega, após um almoço de curso, com um copito a mais, chegou a dizer, agarrada a mim, e à frente de toda a gente, que comigo, cozinhava, lavava, passava, tudo sem reclamar. Quando é assim, chego lá. De outra forma não topo nada. Não adianta vir com subtilezas que eu não entendo esses sinais. É uma tristeza. E eu só queria saber interpretar esses sinais para alimentar o ego, nada mais.

Promessa cumprida

Hoje acabo as aulas de viola. Para finalizar fazemos hoje à noite uma audição, em que cada um de nós toca uma musiquinha a solo e depois umas duas ou três todos juntos. Felizmente chegámos a um acordo e nenhum de nós fez qualquer convite para a assistência. Assim, se tudo correr bem, estaremos apenas, nós os alunos e os professores.

Já treinei as minhas musiquinhas mas não estou muito confiante. Raras são as vezes em que toco tudo sem me enganar. Se me enganar nas músicas de conjunto não tem grande problema, porque praticamente não se percebe, mas se for na minha actuação a solo, vai ser pior. Não há de ser nada!

Esta vai ser a minha última actividade da viola. Para o ano ou me dedico ao clarinete ou abandono a música. De qualquer forma foi muito positivo. Aprender nunca é demais.

Promessa cumprida!

quinta-feira, junho 21, 2007

Sinto falta

Sinto falta de ter alguém que me ame incondicionalmente. Alguém para quem eu seja o ídolo perfeito, um sábio, alguém que corra para mim em busca de mimo, de um beijo e um abraço, de segurança.


Sempre vou tendo as ovelhas. Essas correm para mim quando chego à quinta. Bem sei que é por causa de um pouco de ração, mas correm.:-)


Sinto falta de amar da forma como se ama um filho, incondicionalmente. Sinto falta de ficar babado a olhar um filho crescer, construindo pequenas coisas, no seu pequeno mundo.

Sinto falta…

Mas só isso dava um blog.

Personagens, Personalidades e Heterónimos

Há tanta coisa sobre a qual gostava de escrever. Tanta coisa que não escrevo por não me querer expor em demasia. É por isso que invejo os escritores que sabem e podem pôr em personagens várias, todos os pensamentos, fantasias, actos e atitudes.

Uma enxurrada de pensamentos e comportamentos, impossíveis de atribuir a uma mente só. Vivem através delas e sempre sem nenhuma exposição. Não passam de personagens, com personalidades inventadas, descritas por diferentes heterónimos.

Lides Domésticas II

Ainda a propósito do post, antes do anterior (está logo aí em baixo, não vale a pena fazer uma hiperligação) lembrei-me que também passei a fazer boa parte das compras da casa.

A certa altura da minha vida de casado, deixei-me de esquisitices e, em vez de me irritar porque faltava isto ou aquilo (ou ambos) em casa, comecei eu, a tratar das compras, sempre que era necessário. Foi o melhor que fiz. Descobri um mundo novo.

Os supermercados são locais cheios de mulheres,… a vender e a comprar. E depois, parece-me que elas adoram ver um homem, no meio de um supermercado, com ar perdido. Ficam completamente derretidas quando, desajeitadamente, lhes peço ajuda. O que não faz um sorriso, não é?

Dixie Gang

Na passada terça-feira, assisti a uma espectacular actuação dos Dixie Gang, uma banda Dixie que toca essencialmente jazz dos anos 10 e 20 do século XX. É composta pelos seguintes músicos: João Viana (cornetim), Claus Nymark (trombone), Paulo Gaspar (clarinete), Jacinto Santos (tuba), David Rodrigues (piano), Silas Oliveira (banjo) e Rui Alves (bateria).

Foi dos melhores espectáculos que vi. Divertido, descontraído e de muita qualidade musical. E, claro, sendo eu, cada vez mais, fã de instrumentos de sopro, adorei. Mais uma vez fiquei com vontade de aprender a tocar clarinete. É um instrumento com uma grande amplitude de sons, desde os muito agudos até aos graves e a sua versatilidade, permite-lhe acompanhar diversos géneros musicais, como a Música Clássica, o Jazz, as Big Bands, as Dixie Bands, a Música Popular Brasileira e Portuguesa, o Samba, ou seja, praticamente todos, e isso é uma grande vantagem, relativamente a outros instrumentos.

É também um instrumento que se adapta à minha personalidade, porque normalmente não é o instrumento principal, como o piano ou a viola. O clarinete vai aparecendo na música e revela-se aos poucos. Pode começar por fazer remates de frases musicais, depois pode passar a tocar algumas frases e quando tem confiança pode mesmo fazer uns solos. Na minha vida também não gosto de estar na 1ª linha. Acho que o trabalho importante se faz cá atrás. A 1ª linha é para os vaidosos. Lembram-se da série “Sim, Senhor Ministro” é a caricatura perfeita disso mesmo. O clarinete numa banda embora não sendo o elemento principal, nem sequer fundamental, pode dar a uma música um toque precioso.


Uma destas sextas-feiras, encho-me de coragem e faço o que aqui propus! Vai ser um verdadeiro sucesso!

terça-feira, junho 19, 2007

Lides Domésticas I

Antigamente tinha uma vergonha terrível de ser apanhado a pendurar a roupa na varanda, em plena luz do dia. Se tinha que pendurar roupa para secar, guardava sempre para a noite e quando via alguém, escondia-me.

Agora já não me envergonho. Embora continue a fazê-lo sempre pela calada da noite, já não me escondo se me observam. Descobri que assim, aumento a minha popularidade entre a vizinhança feminina.

Aí andam elas



Fonte: http://www.sitemeter.com/

sexta-feira, junho 15, 2007

Viagem


Foto: esta é das minhas (Cliquem na imagem para lhes ver bem as fuças)

Fartas da monotonia da quinta, pequeno pedaço de terra em que vivem, desde que nasceram, as minhas ovelhas, ganham agora, novos horizontes. Espreitando através desta imensa janela virtual, não tardará muito e terão ido a Lisboa, Coimbra e mesmo até ao Brasil. Neste mapa ficam marcados os pontos de passagem.

Bom fim-de-semana.

Dúvidas existênciais

Serei assim tão desinteressante? Sei que não sou uma pessoa cativante, pelo menos numa análise superficial, mas será que perco assim tanto p...