quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Finito

Imortais
Mafalda Veiga
Composição: Mafalda Veiga

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ontem, na quinta...


...equanto pastava as ovelhas e esperava por quem eu sabia que não vinha, o céu estava assim. Em tons de ouro. Quase perfeito.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Trabalho, trabalho,...

...trabalho.

De resto tudo bem.
Volto assim que puder.:)

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Gatada

E isto pode ter título?!

Casei com uma mulher fora do comum. Bom ou mau, não interessa agora, tem um temperamento constante. Nada de mudanças de humor repentinas.

Por isso mesmo já não estava habituado a mulheres com mudanças de humor drásticas. Aliás, destas, nem sei se alguma vez tinha conhecido.

Desenvolvo?
Não, não desenvolvo.
Até me apetecia mas não, não vou dizer mais nada.
Ponto final.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Fragmentos



Ele entrou no jogo que secretamente desejava, da forma que admitira fazê-lo. Isto é, não fazendo nada. Deixando-se envolver por alguém que estivesse disposto a lutar por ele, a tomá-lo.

Ela apareceu de rompante, a uma velocidade que o deixou tonto, nervoso e inseguro. Ele foi dando passos à frente e atrás tentando entender os sinais dela e ela gostou dessas hesitações e avançou, segura de si. Demasiado segura de si e da sua vontade.

A pouco e pouco, ele entendeu o lado dela do jogo e foi-se adaptando. Percebeu com alívio que era apenas uma aventura, no entanto não percebeu a tempo a forma de se envolver. Essa incerteza, essa dúvida acabou por derrotá-lo.

De repente ele tinha a porta aberta para o mundo que tanto fantasiara e não sabia como entrar e pior, não sabia se depois de entrar se conseguia manter por lá sem tropeçar nele próprio e na sua consciência.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Quem dera...

Quem dera fosse Verão e eu não tivesse sequer tempo para pensar.

Quem dera fosse Verão...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Filmes

Porque será que gosto e me identifico tanto com o Woody Allen? Será por causa do clarinete.:)
A minha mulher acha que ele é um tarado…!Eu acho que ele é homem e assume que é, sem problemas.

Entretanto fico ansioso pela estreia de mais este.

Vicky Cristina Barcelona


Scarlett Johansson. Se mais nada tivéssemos em comum...

quinta-feira, janeiro 15, 2009

História comprida

Dizem que é um sofrimento terrível o que acontece com as pessoas que sentem que nasceram com um corpo que não é o seu e eu acredito. Acontece a muito homem sentir-se mulher e muita mulher sentir-se homem. Estou certo que estas pessoas podem ter uma existência muito difícil, se não forem capazes de assumir essa dualidade. Mesmo assumindo... Bem, é difícil de qualquer das formas.

Isto vem a propósito do que está a acontecer comigo. Não, não tem nada a ver com o meu corpo. Sim, tenho um bocadito de barriga, afinal já vou nos 39 aninhos e uns pneuzitos, mas não levo isso muito a sério. Estou em paz com o meu corpo. O problema está na minha cabeça e na minha personalidade. Ou melhor, nas minhas personalidades. O problema é mesmo esse. Aqui dentro, eu sou dois em um. Talvez se procurar bem ainda encontre uma terceira, mas por agora não vamos baralhar mais.

Um é o Waterfall, este que vocês conhecem. Casado, sem filhos e sem certezas. Adora mulheres e o mundo delas. Se pudesse vivia com 20. Não se chateia nem com política nem com futebol, adora música e por estranho que pareça até está a chegar à conclusão que gosta das românticas. Para ele tudo gira à volta do sexo e da sexualidade. Verdadeiras obsessões da sua existência. Umas vezes por simples desejo outras por incompleta ignorância.

O outro sou eu. Sim o eu que está mesmo aqui atrás desse ecrã e à frente deste. Casado, sem filhos e cheio de certezas. Um rapaz calado, muito tímido, aparentemente calmo e certinho. Não faz mal a uma mosca nem se mete com ninguém. É da Académica mas irrita-se se o Porto perde, está farto de políticos e raramente se atrasa no trabalho. Tem uma quinta com meia dúzia de animais, onde dá cabo do “cabedal” (melhor que ginásio), gosta de ler à noite no sofá nos intervalos das sonecas e toca clarinete, ou pelo menos tenta. Isto para ser rápido.

Mas o verdadeiro problema apareceu quando o eu, este aqui, puxou o Waterfall para fora do blogue. Assumiu as suas vontades e deu-se mal. Um não cabe no outro. O Waterfall parecia um parvo totalmente deslocado do seu meio, apenas com metade de personalidade, porque não foi capaz de expulsar a outra metade, e dentro de um corpo que não lhe obedecia. O eu, este mesmo, começou a bater mal. Perdido no mundo, desorientado na vida e no trabalho, já não dormia e tinha ataques de ansiedade. Depois de recuperado de um monte de problemas pessoais, estava a ficar novamente com a vida num caos. Mas insistia. Porquê? Não sabemos, nem um nem o outro. Mas o diagnóstico é óbvio. Um não encaixa no outro e embora o eu gostasse muito de dar vida às aventuras que o Waterfall sonha, os dois são incompatíveis.

Não há nada a fazer. Apenas voltar a enfiar o Waterfall dentro do blogue.

Dúvidas existênciais

Serei assim tão desinteressante? Sei que não sou uma pessoa cativante, pelo menos numa análise superficial, mas será que perco assim tanto p...