sexta-feira, abril 20, 2012

Coisas da vida...

Uma das coisas que reconheço, foi uma das que ajudou a ruir o meu casamento, foi o facto de eu nunca ter dito ou pedido aquilo que me fazia falta na relação. Sempre achei que o que me davam e o que eu dava tinha que ser natural e só o natural seria verdadeiro, por ser sentido.  Acabei a jurar que numa próxima relação não cometeria o mesmo erro, mas quem mais jura mais mente...

Agora que a minha vida se vai recompondo, dei por mim na situação inversa. Alguém que me pede modos de agir e quase os exige. E não sei se é pelo meu feitio, a verdade é que para mim a coisa não funciona, aliás quase funciona como repelente (se calhar tenho mesmo mau feitio), e acabo a achar que se calhar fiz bem no meu casamento.

Agora vejamos um pequeno exemplo. Se alguém me telefona e começa a conversa com um desabafo de "puxa! Sou sempre eu que tenho que ligar!!", está a pressionar-me. E eu daqui tenho duas opções, ou não ligo ao que me diz e continuo a ligar só quando acho que tenho alguma coisa para dizer, ou então começo a ligar às horas pré-estabelecidas e a ser um bocado "seco" quando me sinto a ligar por obrigação e no fim, como recompensa, acabo a receber um comentário pouco abonatório em relação ao meu estado de espírito.
Assim, deito a jura pela janela fora, e para além de continuar a não pressionar não me vou deixar pressionar, porque acima de tudo, numa relação, seja ela de que tipo for, a única coisa que exijo é verdade e espontaneidade. 

Estou certo ou tenho mesmo mau feitio? 



5 comentários:

  1. Passei por algo parecido antes de namorar meu atual marido. Tomei a mesma decisão que você: não cometer o mesmo erro.
    MAS para mim não foi difícil expor com CLAREZA o que eu esperava, mesmo que vez ou outra eu esteja errada (principalmente c/ as expectativas).
    É claro que esse não é um comportamento que vai chegar de uma hora para outra. Acho que não estais certo, nem errado. Mas se desejas mesmo "fazer diferente", se permita.

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  2. Não tens mau feitio. A maior prova disso é o primeiro parágrafo.

    Também sou uma fervorosa adepta da espontaneidade...

    Beijinhos

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  3. Se nao for de coraçao..nem vale o esforço. Mas se achas que vale a pena ...fala com ela..

    BJ

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  4. Eu reajo muito mal a pessoas que me exigem muito o que quer que seja a não ser que me façam ver por factos que realmente têm razão. E ou está cobertinho de razão ou é ver-me à légua e que longe que eu vou. E reajo muito mal a ter alguém dependente de mim (aquela malta que só decide o que vai jantar depois de falar comigo...) e a fazer tudo em casal, em panela e em função de mim. Mas lá está, eu estou solteira por causa de coisas como estas. Basicamente não gosto que mandem em mim mas tb nao gosto que dependam. Do alto da minha solteirice, eu acho que numa relação sincera ninguém manda em ninguém, e as coisas são faladas, conversadas, que as pessoas são pares e não há um muito forte e um mais fraco e dependente, seja o homem ou a mulher. Se calhar não sei do que falo, há mto que não tenho uma relação, mas sei que gato escaldado de água fria tem medo e que sou muita rápida a fugir e possivelmente já me enganei. Ou se calhar não :) Era o que eu queria dizer com o meu post no outro dia. Adiante, eu quero dizer que (na minha humilde opinião) numa relação boa não há "medidas". Não se mede quantas vezes o outro nos liga ou quantas mensagens ou emails recebemos. Quantas vezes recebemos flores ou fomos ao cinema. Faz-se. Vai-se. Decide-se. Enchemos as medidas. Liga-se qdo é preciso e nos apetece, e recebemos as chamadas todas de bom grado. Quem cobra é inseguro, tem pressa, logo pressiona. Cabe-te a ti saber se queres/gostas o suficiente da pessoa para aguentar essa pressão chamada insegurança.
    PS: atenção que a única coisa que pode ser medida é quantas vezes tem ela que dormir na tua casa ou tu na dela, porque aí já não é insegurança, é ver quem é o mais comodista... :D

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  5. São mesmo coisas que se espera: verdade e espontaneidade! Então, você deve estar certo!

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