sexta-feira, junho 29, 2007

Às vezes é mesmo difícil arranjar títulos para os post's

Se eu hoje sei coisas que não sabia há 10, 15, 20 anos atrás, se eu hoje sei que fui burro e ingénuo em certas ocasiões da minha vida, se eu hoje, já sei, que ainda não sei tudo, o que será que eu hoje precisava saber, para não me arrepender no futuro?

Não estarei hoje, a cometer os mesmos erros do passado? A mesma falta de confiança, a mesma timidez, a mesma ingenuidade, o mesmo medo de me assumir?

quarta-feira, junho 27, 2007

Shakira


Sou completamente fã da Shakira. Tanto como sou da Wanessa Camargo. Mais da pessoa que da música.

Muito bonita, com um ar ao mesmo tempo meiguinnho e sensual. Pequenina como gosto e muito, mas muito simpática. Das entrevistas que vi parece-me sempre muito simples. Esforça-se por falar Português e tanto quanto sei faz os possíveis por não recusar entrevistas. Não tem as manias do costume neste tipo de gente. Bastaria um estalar de dedos e eu…

Mas mesmo se ela fosse feia e antipática não deixaria de gostar imenso desta música - Obtener un si. Uma música com cheiro a Brasil. Para mim a mais bonita de todas as suas músicas.

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sábado, junho 23, 2007

Flores da cidade



O meu local de trabalho tem 8000 ha.


Esta fotografia é de uma parte dos 8000 ha. Se as vantagens de trabalhar num lugar assim são mais ou menos evidentes as desvantagens nem por isso.

A principal desvantagem é o isolamento. Vive-se num mundo, ao mesmo tempo, grande no espaço mas pequeno no meio. Sinto falta de ver gente, de conversar, de rir. Sinto falta do turbilhão da cidade.

É por isso que quando chego à cidade pareço um burro a olhar para um palácio. Fico de queixo caído, admirando a quantidade fenomenal de mulheres bonitas. Lindas. Mais lindas que o campo e as suas flores.

Procura-se emprego.

sexta-feira, junho 22, 2007

Lamparinas

Se me aparecesse uma lamparina mágica com um mago dentro, nos meus três desejos incluiria o de passar a ter a capacidade de perceber se uma mulher se sente ou não atraída por mim e em que grau. Seria uma ferramenta diabólica. É que nesse aspecto sou um zero à esquerda. Não pesco nada.

Ás vezes até posso desconfiar, notar um olhar ou outro, interpretar alguma coisa dita numa entrelinha, mas a certeza nunca tenho. Nunca é suficiente para que possa responder com segurança. Em toda a minha vida devo ter perdido dezenas de sinais. (fiquei aqui na dúvida entre as dezenas e as centenas, mas a bem da modéstia mantive dezenas). Aliás, do mal, o menos, espero continuar a perdê-los. Isso já não é mau sinal.

Bem, há aqueles casos em que alguém se declara indecentemente, como há uns tempos me aconteceu. Uma prima de uma ex-colega, após um almoço de curso, com um copito a mais, chegou a dizer, agarrada a mim, e à frente de toda a gente, que comigo, cozinhava, lavava, passava, tudo sem reclamar. Quando é assim, chego lá. De outra forma não topo nada. Não adianta vir com subtilezas que eu não entendo esses sinais. É uma tristeza. E eu só queria saber interpretar esses sinais para alimentar o ego, nada mais.

Promessa cumprida

Hoje acabo as aulas de viola. Para finalizar fazemos hoje à noite uma audição, em que cada um de nós toca uma musiquinha a solo e depois umas duas ou três todos juntos. Felizmente chegámos a um acordo e nenhum de nós fez qualquer convite para a assistência. Assim, se tudo correr bem, estaremos apenas, nós os alunos e os professores.

Já treinei as minhas musiquinhas mas não estou muito confiante. Raras são as vezes em que toco tudo sem me enganar. Se me enganar nas músicas de conjunto não tem grande problema, porque praticamente não se percebe, mas se for na minha actuação a solo, vai ser pior. Não há de ser nada!

Esta vai ser a minha última actividade da viola. Para o ano ou me dedico ao clarinete ou abandono a música. De qualquer forma foi muito positivo. Aprender nunca é demais.

Promessa cumprida!

quinta-feira, junho 21, 2007

Sinto falta

Sinto falta de ter alguém que me ame incondicionalmente. Alguém para quem eu seja o ídolo perfeito, um sábio, alguém que corra para mim em busca de mimo, de um beijo e um abraço, de segurança.


Sempre vou tendo as ovelhas. Essas correm para mim quando chego à quinta. Bem sei que é por causa de um pouco de ração, mas correm.:-)


Sinto falta de amar da forma como se ama um filho, incondicionalmente. Sinto falta de ficar babado a olhar um filho crescer, construindo pequenas coisas, no seu pequeno mundo.

Sinto falta…

Mas só isso dava um blog.

Personagens, Personalidades e Heterónimos

Há tanta coisa sobre a qual gostava de escrever. Tanta coisa que não escrevo por não me querer expor em demasia. É por isso que invejo os escritores que sabem e podem pôr em personagens várias, todos os pensamentos, fantasias, actos e atitudes.

Uma enxurrada de pensamentos e comportamentos, impossíveis de atribuir a uma mente só. Vivem através delas e sempre sem nenhuma exposição. Não passam de personagens, com personalidades inventadas, descritas por diferentes heterónimos.

Lides Domésticas II

Ainda a propósito do post, antes do anterior (está logo aí em baixo, não vale a pena fazer uma hiperligação) lembrei-me que também passei a fazer boa parte das compras da casa.

A certa altura da minha vida de casado, deixei-me de esquisitices e, em vez de me irritar porque faltava isto ou aquilo (ou ambos) em casa, comecei eu, a tratar das compras, sempre que era necessário. Foi o melhor que fiz. Descobri um mundo novo.

Os supermercados são locais cheios de mulheres,… a vender e a comprar. E depois, parece-me que elas adoram ver um homem, no meio de um supermercado, com ar perdido. Ficam completamente derretidas quando, desajeitadamente, lhes peço ajuda. O que não faz um sorriso, não é?

Dixie Gang

Na passada terça-feira, assisti a uma espectacular actuação dos Dixie Gang, uma banda Dixie que toca essencialmente jazz dos anos 10 e 20 do século XX. É composta pelos seguintes músicos: João Viana (cornetim), Claus Nymark (trombone), Paulo Gaspar (clarinete), Jacinto Santos (tuba), David Rodrigues (piano), Silas Oliveira (banjo) e Rui Alves (bateria).

Foi dos melhores espectáculos que vi. Divertido, descontraído e de muita qualidade musical. E, claro, sendo eu, cada vez mais, fã de instrumentos de sopro, adorei. Mais uma vez fiquei com vontade de aprender a tocar clarinete. É um instrumento com uma grande amplitude de sons, desde os muito agudos até aos graves e a sua versatilidade, permite-lhe acompanhar diversos géneros musicais, como a Música Clássica, o Jazz, as Big Bands, as Dixie Bands, a Música Popular Brasileira e Portuguesa, o Samba, ou seja, praticamente todos, e isso é uma grande vantagem, relativamente a outros instrumentos.

É também um instrumento que se adapta à minha personalidade, porque normalmente não é o instrumento principal, como o piano ou a viola. O clarinete vai aparecendo na música e revela-se aos poucos. Pode começar por fazer remates de frases musicais, depois pode passar a tocar algumas frases e quando tem confiança pode mesmo fazer uns solos. Na minha vida também não gosto de estar na 1ª linha. Acho que o trabalho importante se faz cá atrás. A 1ª linha é para os vaidosos. Lembram-se da série “Sim, Senhor Ministro” é a caricatura perfeita disso mesmo. O clarinete numa banda embora não sendo o elemento principal, nem sequer fundamental, pode dar a uma música um toque precioso.


Uma destas sextas-feiras, encho-me de coragem e faço o que aqui propus! Vai ser um verdadeiro sucesso!

terça-feira, junho 19, 2007

Lides Domésticas I

Antigamente tinha uma vergonha terrível de ser apanhado a pendurar a roupa na varanda, em plena luz do dia. Se tinha que pendurar roupa para secar, guardava sempre para a noite e quando via alguém, escondia-me.

Agora já não me envergonho. Embora continue a fazê-lo sempre pela calada da noite, já não me escondo se me observam. Descobri que assim, aumento a minha popularidade entre a vizinhança feminina.

Aí andam elas



Fonte: http://www.sitemeter.com/

sexta-feira, junho 15, 2007

Viagem


Foto: esta é das minhas (Cliquem na imagem para lhes ver bem as fuças)

Fartas da monotonia da quinta, pequeno pedaço de terra em que vivem, desde que nasceram, as minhas ovelhas, ganham agora, novos horizontes. Espreitando através desta imensa janela virtual, não tardará muito e terão ido a Lisboa, Coimbra e mesmo até ao Brasil. Neste mapa ficam marcados os pontos de passagem.

Bom fim-de-semana.

quinta-feira, junho 14, 2007

Piropo II

Te Devoro
Djavan


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Teus sinais me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro, te devoraria...
A qualquer preço porque te ignoro ou te conheço
quando chove ou quando faz frio
Noutro plano te devoraria tal Caetano
A Leonardo di Caprio

É um milagre... Tudo que Deus criou pensando em você
Fez a Via-Láctea, fez os dinossauros
Sem pensar em nada fez a minha vida e te deu
Sem contar os dias que me faz morrer
Sem saber de ti, jogado à solidão
Mas se quer saber se eu quero outra vida... Não...não

Eu quero mesmo é viver, pra esperar, esperar... devorar você



Se a quadra da música “Outros sonhos” era um piropo infalível (reparem que já lá pus a música), esta não lhe fica muito atrás. Quantas mulheres não vacilariam, ao ouvir uma coisa assim:
“Tudo que Deus criou pensando em você
Fez a Via-Láctea, fez os dinossauros,
Sem pensar em nada fez a minha vida e te deu.”

Já agora, o que quererá ele dizer com a frase “Noutro plano te devoraria, tal Caetano a Leonardo di Caprio”? Será o que parece? E o Caetano, será o Veloso? Aqui tem história!

Deusa da Música

Na 3ª-feira fui a uma audição de guitarra clássica, de uns alunos da escola de artes, no conservatório, e lá estava ela. Uma das minhas "amigas" da orquestra. Desta vez acompanhava, ao violino, um guitarrista. Linda. Perfeita, na forma, no movimento e na música. Um encanto.



Nota:
Queria pôr como titulo deste post, o nome de uma deusa da música. Fui pesquisar mas apenas encontrei o Deus grego Apolo, que era, de facto, Deus da Música e de mais uma data de coisas. Só que acho que não encaixa muito bem neste texto. Precisava de uma Deusa, formosa e delicada. Não de um bruta montes de um Deus. Se alguém conhecer alguma deusa, por favor, diga-me.
Já agora, na pesquisa fiquei a saber que a palavra música significa “arte das musas”. Interessante.

CSS

Foto tirada daqui: http://lineout.thestranger.com/2006/07/23-week/


Os meus gostos musicais são tão variados, que é quase impossível adivinhar aquilo que me gosto ou que não gosto. Uma total falta de personalidade musical. :-)

Agora descobri, através da antena 3, os Cansei de Ser Sexy (CSS). Um grupo brasileiro, completamente chalado e de quem ainda, só descobri uma música, que gosto verdadeiramente (a música que está aqui em baixo). Das restantes músicas que ouvi ao acaso, fico com ideia que são demasiado electrónicas e repetitivas.

Mas esta música, “Off the hook”, é muito boa. Faz me lembrar alguma coisa dos anos 80. Não consigo perceber muito bem o quê. Talvez B52’s, será?
No Youtube é possível ver uma grande quantidade de vídeos deste grupo.

Entretanto, cheguei à conclusão, que estou tão à frente que nem as minhas sobrinhas gostam disto. Cotas! Não passa na MTV, não gostam! Estão a precisar de um abanão.


quarta-feira, junho 13, 2007

Professora de música

A minha professora de música, que é uma moça catita, insiste em dar aulas vestida com roupinhas muito apertadinhas e bonitinhas, que lhe realçam as formas, que, diga-se, fazem inveja a muitas raparigas novas.

É claro, que eu, sentado, com os olhos ao nível da sua cintura, faço um esforço quase sobre-“homano” para não ficar especado, de queixo caído, a olhar, enquanto ela se move para trás e para a frente, se vira de costas para escrever no quadro e se estica para chegar ao cimo, ali a dois ou três metros de mim. Já fui apanhado duas ou três vezes distraído. É que não há colcheia ou semifusa que valha, quando a minha mente se perde por essas pautas onduladas, onde componho uma melodia, quase perfeita. (profundo)


A minha pergunta é:
- será que ela tem noção do efeito que provoca?
- E se sim, será que o faz porque gosta de assumir esse papel, ou detesta sentir-se observada, mas aceita pagar esse preço, pelo prazer de andar sempre muito sensual?
- Ou, pelo contrário, ingenuamente, apenas gosta de se aprumar e nem desconfia que os alunos se perdem em fantasias, em que ela é a protagonista?

terça-feira, junho 12, 2007

Distúrbio Sensorial

O meu corpo cheira a protector solar e o meu cérebro não entende por que razão eu não vejo um único biquini. Já nem sequer se preocupa se é ou não fio-dental!

Este distúrbio sensorial é consequência dos constantes avisos televisivos e radiofónicos, que alertam para os elevados níveis de radiação ultravioleta, e que acabaram por me sensibilizar, convencendo-me, a usar protector solar, num vulgar dia de trabalho.

Boletim Meteorológico



Parece que o tempo vai melhorar.
Isto sim, é uma Primavera decente!

terça-feira, junho 05, 2007

JP Simões




Comprei este CD no passado fim-de-semana. Já tinha ouvido uma música e decidi arriscar a compra e valeu a pena. Música, letras e produção.

Este JP Simões, para além de ter nascido em 1970, como eu, é um Conimbricense, como eu. Em comum, temos também, embora seguramente, ele mais do que eu, uma paixão pelo Brasil e por tudo o que é Brasileiro, e uma admiração enorme por Chico Buarque.

De diferente, tenho já, como garantido, a nossa aptidão para a música. O que ele tem de sobra a mim falta-me a potes. Adiante…

Nas músicas, na sua maioria, de influência marcadamente brasileira, só se estranha o sotaque, mas como dizia o poeta, primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Muito bom disco.

sexta-feira, junho 01, 2007

Sonho bom

Hoje tive um sonho bom.
Sonhei com uma das minhas paixões do tempo do Politécnico. Ela era a mais bonita e mais simpática da turma. O tipo de miúda por quem, todos se apaixonam. Infelizmente tornou-se para mim, amiga, em vez de namorada. Amigos, dia e noite, copos e estudo. Felizmente não era rapariga de namorar muito e por isso não tive que aturar muitos parvalhões de volta dela. Numa noite, não me lembro muito bem porquê, mas completamente fora do contexto, ainda demos uns beijos, mas foi na altura errada e não passou disso mesmo. Uns beijos fortuitos.

Ficou-me atravessada para o resto da vida. Por isso, volta e meia, aparece-me nos sonhos.

Encontrei-a na rua, ao pé da sua casa, de tempo de estudante. Não a vejo há uns 12 anos, mas claro, era um sonho e por isso ela estava igual. Falámos por breves momentos e em vez de conversa de circunstância, falámos logo das oportunidades perdidas (era mesmo um sonho). Desta vez não hesitei (só podia mesmo ser um sonho). Quando as nossas caras se aproximaram beijei-a. Ela, que de inicio vacilou, acabou por se entregar, prolongando o beijo e entregando-se por completo. Ali mesmo no hall do velho prédio, amámo-nos como se o mundo estivesse para acabar. E estava. Nenhum sonho dura para sempre. E os meus acabam sempre na melhor parte. Fiquei uns instantes acordado a reconstruir o sonho.
Um sonho bom.

Diário de bordo

Aqui no blog, onde não cabem modéstias nem preconceitos, mostro feliz, o que um dia escreveram sobre mim:

“Com ele a viajem é tão importante como o destino (na verdade quase esquecemos o destino para partir à aventura por trilhas que nos levariam sabe-se lá onde.)”

Hoje

Hoje pela primeira vez falei com a minha vizinha. De manhã, no café da nossa rua, ela entrou imediatamente antes de mim. Segurou a porta para eu entrar. Agradeci, com um sorriso feliz e voz firme e decidida. Ela respondeu, com um sorriso feliz e uma voz envergonhada.
Só, … mas tanto.

]...[

A forma descontraída como partilhas comigo a tua intimidade é excitantemente desconcertante.