quinta-feira, novembro 27, 2008

Coincidências?

Anda alguém a brincar com o meu destino?

Ai, ai, ai, ai…

Logo agora que isto estava tudo tão calminho...

terça-feira, novembro 25, 2008

Adenda ao sonho n.º 7. Não, não sou bêbado.

No post dos sonhos escrevi que queria beber sem ter ressacas. Depois fiquei a pensar que para quem não me conhece, esse sonho podia levar a pensar que sou um bebedolas. Mas não, não sou. Enquanto estudei bebi o que bebe um estudante normal, que vive a vida académica em perfeito equilíbrio entre os estudos e a boemía e que não passando do 12 também nunca chumba. De lá para cá tenho bebido cada vez menos.

Mas continuo a gostar de beber uns copitos. Gosto porque fico mais descontraído e falador. Falo, canto e quase danço. :) Com excepção da minha mulher, toda a gente acha que fico muito divertido. E eu até a compreendo porque se me desinibo, desinibo-me preferencialmente para o lado feminino. E mesmo que sem maldade nenhuma da minha parte, acredito e aceito que isso a incomode. Mea culpa.

O problema de hoje em dia são as minhas cada vez mais violentas ressacas. O dia seguinte é para esquecer. Enjoos, dores de cabeça quase insuportáveis, e uma deprimente sensação de total incapacidade física e mental, completamente perdido no mundo presente e no mundo da noite anterior, que dificilmente recordo com nitidez. Juro sempre que nunca mais toco numa gota de álcool.

E cada vez menos bebo, porque também cada vez mais aprecio a vida, os dias e a consciência, e um dia passado na cama a vegetar é menos um dia que vivo.

Mas se o meu organismo fosse um pouco mais tolerante, bebia um bocadito mais, isso bebia. Mas as ressacas…

Sonho n.º 7 explicado.

segunda-feira, novembro 24, 2008

De regresso a casa

Uma das razões por que gosto deste horário de Inverno é esta. A vista que me guia até casa.
Conseguem ver Vénus?

Uma barragem...

... um monte ao fundo... Alguém sabe o que é?

E pronto! Já está…

Apaixonei-me outra vez.

Existe uma pastelaria perto de minha casa, onde eu tomo o café da manhã uma semana em cada três. Tomo só uma semana, porque é a semana de serviço, da única empregada cuja simpatia vale os 15 cêntimos a mais que tenho que pagar pelo cafezito. Os restantes dias tomo aqui no meu trabalho, que também não é mau.


Acontece que hoje fui tão cedo que apanhei a minha querida e simpática amiguinha, ainda sem a farda vestida. Em traje normal, vestia umas calças de ganga de cintura descaída, muito apertadinhas, moldadas num molde perfeito dos seus vinte e poucos anos e uma camisolita de lã subida. Foi aí que lhe vi parte de uma coisa que para mim torna uma mulher quase irresistível. Uma tatuagem no fundo das costas. Linda e sensual. Logo às sete da manhã! Totalmente irresistível.

Desafio

Respondo a um desafio proposto pela minha amiga Segredo Cor-de-Rosa e que consiste em escrever uma lista com 8 coisas que sonho fazer. Manda fazer mais umas coisitas mas eu fico-me por esta. Não desafio mais ninguém. Se alguém se sentir desafiado que vá em frente.

Aqui vai então:

- Ser Pai (biológico ou não);
- Ter uma casa de rés-do-chão com um mini quintal;
- Ter um rio à porta da casa, com barcos e tudo;
- Ter uma outra casa à beira mar;
- Conhecer meio Mundo;
- Ter o meu próprio negócio;
- Beber sem ter ressacas;
- Fazer uma coisa que não digo, mas talvez possam imaginar. :)

sexta-feira, novembro 21, 2008

Coisas que não consigo explicar

Depois da morte do meu Pai e principalmente depois ter acontecido o mesmo com a minha Mãe, num curto espaço de tempo, sonhava constantemente que eles afinal não tinham morrido e que vinham reclamar o facto de eu lhes estar a arrumar a vida. Dinheiro, casas, mobílias, carros, enfim, tudo. Acordava naturalmente sobressaltado e perturbado com tudo aquilo.

Mas esta semana, de domingo para segunda, por estranho que isso possa parecer, sonhei que eles tinham morrido. E sendo esse sonho perturbante enquanto sonho, inesperadamente quando acordei, acordei com um sentimento de alívio. Com uma sensação de assunto resolvido, parecia que me tinham tirado um peso de cima. E até agora tenho-me mantido assim, bem. Só espero que dure.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Linhas frágeis

Acabei ontem a formação. Como sempre acabou quando estava a gostar mais, quando começava a ter mais confiança com as moças colegas. Melhor assim. A uma delas fiquei com vontade de dar o link do blogue (conversa antiga), mas também como sempre não passou da intenção e a vida segue igualzinha como antes. Melhor assim.

Na formação, para além do que estava previsto, (aquela coisa das plantinhas e das árvores) aprendi, ou melhor fiquei a desconfiar que, afinal, a linha que separa a fidelidade da infidelidade, pode ser mais frágil e fina do que eu pensava. E não estou a falar de mim, porque de mim sei eu bem. Estou a falar do lado de lá. Como nunca me meto com ninguém também nunca posso ter a certeza, mas desta vez pareceu-me que não seria necessário grandes piruetas para quebrar essa linha. Mas não fiz pirueta nenhuma. Melhor assim.

Continuo calmo e sossegado. Não me meto com ninguém. Trabalho para um pequeno “nicho” de mercado. Para as que gostam de homens discretos.
Mas se se meterem comigo…

terça-feira, novembro 18, 2008

Será possivel...

...que não chova nesta terra?
Será que nunca mais posso fechar as torneiras?
Será que este pessoal não me larga o pé?
A minha vida não é só isto!


Poça!!!
Já não há paciência...

segunda-feira, novembro 17, 2008

Onde passo os dias bons, fora da rotina

Vejam isto aqui (procurem no minuto 6:52 ). É aqui que tenho andado um ou dois dias por semana. Infelizmente esta reportagem foi filmada logo no primeiro dia e eu a esse não fui. É da maneira que posso mostrá-la.:)

sexta-feira, novembro 07, 2008

Dias bons, fora da rotina

Eu nem sabia, mas o curso afinal já tinha começado. Mandei o endereço de mail errado e eles convocaram-me para o "infinito" da net. Felizmente mandei outro mail para saber o que se passava e ainda fui a tempo de o apanhar, a meio da segunda aula, de um total de 5.

Depois de umas teorias rápidas e de uns pozinhos de perlimpimpim, lá multiplicámos uns quantos pés de azevinho. Fixe. No segundo dia fomos para o parque florestal apanhar sementes e preparámo-las para a sementeira que fizemos à tarde.

Quando se tem um sonho de vida não há nada como vivê-lo, nem que seja por um dia. Ajuda a ter certezas.

Foto em: http://www.esa.ipcb.pt


Como convém, tem também por lá umas moças jeitosas, que ajudam a animar o ambiente e me fazem mandar umas piadas parvas, para tentar perceber se ainda estou vivo. E acabei por perceber, que sim, estava vivo, muito vivo, não com as minhas piadas, mas quando fui incapaz de tirar os olhos de um generoso decote completamente arrepiado de frio. Uma imagem magnífica para quem está no meio de uma pequena floresta numa fresca manhã de sol.

terça-feira, novembro 04, 2008

O que é que acham?

Por vezes passam-me relâmpagos por esta minha cabeça e tenho vontade de mandar o link do meu blogue a algumas pessoas conhecidas. Que eu saiba, não há ninguém que eu conheça que saiba da existência deste blogue e de todas as pessoas que o lêem, ninguém me conhece pessoalmente e poucos sabem o meu verdadeiro nome (duas pessoas, acho eu).

Era só para ver a reacção, só para saber se há alguma diferença entre mim e o waterfall. No início era essa a intenção. Mostrar o meu eu escondido, mas acho que à medida que o tempo vai passando vou aproximando os dois.

Tenho uma pequena lista de moças a quem gostava de mandar o link. Mas de algumas nem o mail tenho. Só o telefone… mas… os riscos…

Mando, não mando, mando, não mando, mando, não mando, mando, não mando, mando, não mando, mando, não mando, mando, não mando, mando, não mando, mando, não mando,…

Alguém acharia piada a receber um link de um blogue de um antigo amigo, namorado, apaixonado? Alguém acharia piada a ler textos sobre si própria num blogue? Alguém acharia piada em saber que afinal aquele parvo não era só amigo. Estava completamente apaixonado? (se calhar até sabia, vá, que nisso as mulheres percebem logo tudo…). Alguém achava piada a saber que, volta e meia, ainda aparece em sonhos eróticos de um maluquinho lá das Beiras?

O que é que acham?

segunda-feira, novembro 03, 2008

História de uma foto

A foto que coloquei no cabeçalho foi tirada por mim ou pela minha mulher numa das mais arrepiantes viagens de avião que fiz.

Antes de mais, as apresentações. Aquela paisagem que se vê lá em baixo é a paisagem vulcânica da Ilha do Fogo, em Cabo Verde, uma ilha linda, pobre, limpa, simples e simpática.

Em Agosto de 2007 estive de férias em Cabo Verde, na ilha do Sal e num dos dias resolvemos visitar uma outra ilha do arquipélago. A minha mulher queria a Ilha de São Vicente, pela cidade da Praia, a capital e eu queria a Ilha de São Vicente, por Mindelo e pelas mornas. Acabámos na Ilha do Fogo por ser a única com lugares vagos no avião. Valeu a pena. E bem.


A viagem, que durava cerca de 45 minutos, mas já nem disso tenho a certeza, foi feita num daqueles aviõezinhos de hélices com 18 lugares em que o piloto e a co-piloto, os únicos tripulantes da dita máquina voadora, à entrada, escolhem os lugares das pessoas, conforme o seu peso, de modo a que o avião vá bem equilibrado.

A viagem para lá correu sem problemas. Dos lugares dos passageiros vêem-se os pilotos e tudo parecia calmo. O piloto fazia lembrar o Robert Redford e a co-piloto uma outra actriz negra cujo nome não me lembro. Portanto uma dupla cinematográfica nos comandos do nosso aviãzinho. Aterragem impecável e desembarque num aeroporto tipo estação de comboios de Alfarelos, só que limpa.



Fizemos o nosso passeio pela esplendorosa Ilha, e na volta embarcámos no nosso avião, onde nos aguardava a nossa simpática tripulação. A viagem começou com uma descolagem, talvez devido às dimensões reduzidas da pista, de arrepiar, até os pelos das virilhas, mas isso foi só o início e passou muito rápido. Logo estávamos por cima das nuvens num voo que esperávamos, calmo.

Lá no alto, no meio de imensos poços de ar e nuvens o “bicho” abanava por todo o lado e a tripulação parecia nervosa. A co-piloto abria e fechava a mala nervosamente e consultava uns cadernos que eu imaginava serem as instruções do avião e ambos conversavam imenso, comparativamente com o que tinham feito na viagem anterior. Para ajudar à festa o avião estava cheio de moscas e o próprio piloto passou a viagem a tentar esborrachá-las contra os vidros do avião, enquanto largava os controlos do mesmo. Chegou a abrir as janelas, numa tentativa desesperada de expulsar as moscas mais teimosas, ou melhor, numa tentativa desesperada de expulsar as moscas que se recusaram a deixar-se esborrachar contra um vidro de um qualquer aviãozeco.


A viagem foi um sufoco. Durou uma eternidade e quando aterrei, saí cá para fora, dei umas palmadinhas no lombo do avião e prometi que nunca mais pôr os pés numa coisa daquelas. Mas já foi há tanto tempo… Se a viagem valesse, até punha... Punha com certeza.

Foi assim que apareceu esta foto, que agora me lembro, não fui eu que tirei. Primeiro não ia na janela, depois tremia demais. Nunca ficaria assim, nítida.: )

Desabafo...

Sei que não estive bem. Podia ter estado melhor, podia ter dado o jeito, mas sabes, tem dias que não dá, tem dias que eu não consigo.

Sempre me dei mal no meio de gente que não conheço ou conheço mal. Sempre me dei mal no meio de muita gente. Acabo sempre isolado e fechado em mim mesmo.

Se te lembras, e eu sei que sim porque o costumas dizer, no início de tudo, tu reparaste em mim porque, exactamente eu te parecia discreto, porque no meio da multidão te parecia que eu passava quase despercebido, porque me vias calmo e parecia que não me metia com ninguém.

Onde tu vias serenidade, maturidade e ponderação, estava apenas timidez.
Agora vês (viste) mau feitio, mas estás a ver o mesmo. Digo-te eu. Nada mudou.

Sim já estive menos fechado, já pareci mais simpático e sim devo-to a ti, mas há alturas em que não consigo. Simplesmente não consigo, e tu também sabes porquê, não sabes? Não ando para grandes festas nem festejos, ando irritadiço, com os nervos à flor da pele, como se tivesse deixado de fumar na semana passada. Mas passa, eu sei que passa, e tu podes ajudar. Podes, não podes?

Olha para mim. Por um momento…

A minha laranja

Imaginemos que eu sou como uma laranja, constituído por gomos muito juntinhos dentro de uma casca. Cada um dos gomos representa um estado...