Quanto ao curso em si, foi bastante proveitoso. Entre fitossociologias, árvores e plantas invasoras, sementes, associações, sucessões, fogos e regeneração, aprendi que num planeta em constante mudança, não se pode dar uma definição certa de floresta nativa, porque cada Era teve a sua, e esta está em constante mudança e mudaria, quer existíssemos, como fortes influenciadores, quer não existíssemos. Aprendi que a minha floresta nativa, aquela romanceada que apenas conheço dos livros que leio, desde a época romana até à idade média, altura em que começa a sua destruição aqui no “velho” mundo, não passa de uma escala na evolução. E essa floresta, a que nos está mais próxima, e da qual ainda encontramos alguns nichos, como aquela meia dúzia de carvalhos perdidos entre uma invasão de eucaliptos e mimosas, naquela terra de difícil pronúncia, dificilmente poderá voltar a existir em grande escala. Mas aprendi também que podemos fazer parte da mudança, ter uma participação positiva na evolução, tirar partido da floresta sem destruir por completo o planeta. E essa talvez tenha sido a mensagem mais importante do curso. Não se trata de capitalismo a toda a força, doa a quem doer, nem de ecologismo fundamentalista. Apenas sustentabilidade. Respeito por um património único e comum. Comum entre todos nós mas também comum entre as diferentes gerações, as que já passaram e as que virão depois de nós.
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Pois é
Quanto ao curso em si, foi bastante proveitoso. Entre fitossociologias, árvores e plantas invasoras, sementes, associações, sucessões, fogos e regeneração, aprendi que num planeta em constante mudança, não se pode dar uma definição certa de floresta nativa, porque cada Era teve a sua, e esta está em constante mudança e mudaria, quer existíssemos, como fortes influenciadores, quer não existíssemos. Aprendi que a minha floresta nativa, aquela romanceada que apenas conheço dos livros que leio, desde a época romana até à idade média, altura em que começa a sua destruição aqui no “velho” mundo, não passa de uma escala na evolução. E essa floresta, a que nos está mais próxima, e da qual ainda encontramos alguns nichos, como aquela meia dúzia de carvalhos perdidos entre uma invasão de eucaliptos e mimosas, naquela terra de difícil pronúncia, dificilmente poderá voltar a existir em grande escala. Mas aprendi também que podemos fazer parte da mudança, ter uma participação positiva na evolução, tirar partido da floresta sem destruir por completo o planeta. E essa talvez tenha sido a mensagem mais importante do curso. Não se trata de capitalismo a toda a força, doa a quem doer, nem de ecologismo fundamentalista. Apenas sustentabilidade. Respeito por um património único e comum. Comum entre todos nós mas também comum entre as diferentes gerações, as que já passaram e as que virão depois de nós.
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Até já
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Posições
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Redes mais ou menos sociais
Tenho Hi5 há já algum tempo. Já deixei e voltei várias vezes, conforme acho que me exponho demais ou que me sinto demasiado fora do Mundo. Também estou inscrito no facebook, mas aí nem fotos tenho. 2 ou 3 amigos apenas.
Estou à espera de chegar a uma conclusão. Ando à procura das vantagens. Pondero a exposição. Não se dá um passo sem que toda a nossa rede fique a saber, e isso a mim… não sei, mas baralha-me um pouco.
Afinal de contas, lá fora, nem todos sabem que existe outro para além de mim próprio. E se para algumas pessoas até gostava de me mostrar nas duas vertentes, para outras o impacto do encontro das duas poderia ter o efeito de uma bomba. E às vezes é difícil explicar, porque sim, tenho mesmo que explicar, de onde vêm algumas amigas (e a pós-graduação não tinha assim tantas colegas).
Mas claro, não preciso misturar as duas. Posso aceitar amigos apenas da vida real, ou melhor, oficial. Mas é como o anúncio da ZON. Poder podia, mas não era a mesma coisa, acrescento, não tinha tanta piada.
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Terça-feira, Outubro 27, 2009
[...]
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
Gosto de ir mudando
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Terça-feira, Outubro 20, 2009
Outro

No ano passado, mais ou menos por esta altura, resolvi gastar uns dias de férias que me restavam para fazer isto. Agora, coincidência ou não, apareceu outro curso, mais ou menos dentro da mesma temática. A novidade é que vou ter de viajar, o que nem parece má ideia.
O ano passado, com o curso, com o convívio ou com a descontracção dos dias fora da rotina, nasceu-me uma alma nova.
Depois disso nasceu também uma amizade que ainda hoje não percebi se trouxe mais coisas boas ou mais coisas más, no entanto, tenho a certeza que não me arrependo dos tempos que passámos juntos, das conversas meio clandestinas que tivemos e de… adiante. Mas uma coisa sei, aprendi um monte de coisas novas sobre mim e sobre os outros. Cresci um bocadinho mais…
A vida não se repete, eu até sei, mas acabo por ir sempre à espera de algo mais do que um simples curso de árvores. Porque a minha curiosidade pelas pessoas é um pouco maior que a curiosidade que mantenho pelas árvores e pelas florestas. Se junto as duas, melhor.
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Sei lá...
Sei lá... a vida tem sempre razão
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
Terça-feira, Outubro 13, 2009
[...]
Se ao menos não precisasse de tanto tempo para perder a vergonha, para me sentir à vontade, para me sentir confiante, …
Quinta-feira, Outubro 01, 2009
Vontades
Há tantas vidas, todas tão diferentes, que é uma pena, quase um desperdício, não as poder partilhar. Todas.
Há um Mundo que, mesmo não saindo de nós próprios, pode ser vivido de mil formas, por isso é uma pena, quase um crime, não poder viver pelo menos 10 diferentes.
Enfim…
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
We are all miracles, we are wonderful
The person that you were has died
You’ve lost the sparkle in your eyes
You fell for life - into its traps
Now you wanna bridge the gaps
Now you wanna bridge the gaps
Now you want that person back
And all your ammunition’s gone
Run out of fuel to carry on
You don’t know what you wanna do
Cause what you want does not want you
If what you want does not want you
And you’ve got no pull to pull you through
Say “I am”
Say “I am”
Say “I am wonderful"
Say “I am”
Say “I am”
Say “I am wonderful"
If what you’ve lost cannot be found
And the weight of the world weighs you down
No longer with the will to fly
You stop to let it pass you by
Don’t stop to let it pass you by
You’ve gotta look yourself in the eye
Say “I am”
Say “I am”
Say “I am wonderful”
Oh you are
Say “I am”
Say “I am”
Say “I am wonderful”
Cause we are all miracles
wrapped up in chemicals
We are incredible
Don’t take it for granted, no
We are all miracles
Oh we are
Say “I am”
Say “I am”
Say “I am wonderful”
Oh you are
Don’t take it for granted, no
We are all miracles
wrapped up, yeah we’re wrapped up
Oh we are wonderful
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Dias bons e dias maus, como todos. Coisas boas e coisas más, como todos.
Estava um dia de calor, assim como hoje está. Talvez não tanto abafado, mas estava. Era Sábado e eu estava nervoso. Muito nervoso. Comigo e com o nervoso da minha Mãe. Cheguei a sentir uma tontura enquanto esperava sozinho no altar, ao mesmo tempo que na capela, todos os olhares pousavam sobre mim. Mas não esperei assim tanto e depois,… depois tudo correu bem. Guardo esse dia na memória, como um dos mais felizes da minha vida. E o primeiro em que percebi que a minha vida tinha mudado.
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
Só porque há coisas que não me saem da cabeça. Memórias.
Já não é a primeira vez que aqui falo no mistério que é para mim a linha que separa a fidelidade da infidelidade. Não na minha perspectiva, que essa eu conheço bem. E posso dizer que não a sinto como uma coisa estática ou constante. Depende de muitos factores, como é óbvio, mas não me deixo perder nela. Sei sempre de que lado estou e porque estou.
O mistério está na grossura ou na força dessa linha nas mulheres. Quando comecei este blogue achava que, para a grande maioria das mulheres, esta era quase intransponível. Ponto final.
Mas entretanto cresci, li, escrevi e abri um pouco mais os olhos. Hoje sei um pouquito mais. E é por saber isso que me lembrei de um caso, que nunca o foi, mas… agora que olho para trás acho que bem poderia ter sido.
Um dia estava eu a fazer um trabalho da pós-graduação com esta moça, quando em cima do prazo limite de entrega, foi necessário ir à escola tirar umas dúvidas antes de o imprimir em minha casa. Na viagem que fizemos até à cidade, fomos conversando. Conversa puxa conversa e sabendo eu que ela tinha namorado e tendo ouvido já umas entusiasmadas tagarelices sobre casamentos e vestidos de noiva, perguntei-lhe se tencionava casar em breve. Não se mostrou nada entusiasmada com o casamento e nem muito com o próprio namorado. Rapidamente desviou o assunto. Estranhei, mas passou. Não me preocupei muito com o assunto.
Lá fomos à escola, tirámos as dúvidas e fomos até minha casa a meio de uma tarde, a uma hora em que, como é habitual, não estava por lá ninguém. Só para imprimir o trabalho. Foi o que fizémos. Compenetrado na minha linha, imaginando a dela enorme e intransponível não liguei à ocasião que ali se poderia proporcionar.
Agora, a esta distância, quando olho para trás, analiso tudo a frio e pergunto: não estaria a moça à espera de algo mais?
Segunda-feira, Setembro 21, 2009
Sexta à noite

Saí de casa cinco minutos antes. Fui a pé e cheguei ao Cine-teatro com a pontualidade muito pouco portuguesa. Dez minutos antes da hora. Não comprei bilhete, a entrada era gratuita. Sempre há vantagens em viver no interior. Esperei, mas já estou habituado. Esperei, mas tinha quase a certeza que valia a pena. Jazz, Bossa Nova, Tom Jobim, Chico Buarque, “A casa do Óscar” (Oscar Niemeyer) e uma menina bonita. Sensual mesmo. Pena uma sala tão grande para tão pouca gente. Pena que a sala não chegasse a aquecer. Mas eu vi, eu ouvi, eu senti. Para mim a sala esteve cheia. Magia pura.
Sexta-feira, Setembro 18, 2009
Já agora
Andará, eventualmente, por aqui alguém que me conheça?
É que estou-me a sentir observado e isso limita o espírito deste blogue. :)
Trabalho, trabalho,...
E algumas coisas que ficam por escrever.
Bom fim-de-semana. :)
Terça-feira, Setembro 15, 2009
A vida tem momentos assim…
Já tinha para onde mandar o currículo actualizado, fiz contas à vida noutra cidade, ainda sem perceber se solteiro ou casado e imaginei-me noutra vida. Programei-a. Esta, a daqui, tinha esgotado o “sumo”. Tinha chegado ao fim da linha e só um recomeço podia reverter a situação.
Caminhei nesta espiral durante toda a semana e cheguei fundo. Mil e uma coisas para fazer e não tinha força para nenhuma. Totalmente letárgico para tudo que era a minha vida, a minha realidade. Senti-me só. Em casa, na cidade, parecia que era indiferente a tudo e todos.
Felizmente, que sendo a vida um encadeamento de tristezas entrecortadas por momentos felizes*, tudo se desvaneceu. A vida entrou nos carris, tratei de meia dúzia de coisas, falei com pessoas sobre assuntos banais, comprei flores para a minha mulher que fazia anos, passeámos na cidade e quando me apercebi, estava de volta a mim.
Mas há uma sementinha aqui dentro. Eu sei que há. E sei que essa semente, um dia pode fazer das suas. Espero apenas manter-me equilibrado e ter a certeza das minhas atitudes.
*
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
(Vinicius de Moraes)
Terça-feira, Setembro 08, 2009
Férias
Não digo que não gostei, porque acho que tenho muita sorte em poder viajar e conhecer pedacitos do nosso Mundo. Só por isso me sinto privilegiado, só por isso qualquer viagem é boa e só por isso acho sempre que valeu (vale) a pena.
No entanto digo, se noutros destinos fiz amigos em pouco tempo, neste não fui capaz sequer de “conhecer” alguém, se noutros me senti capaz de lá ficar para sempre, neste soube sempre que estava só de passagem. Se noutros penso constantemente em voltar, nalguns momentos em que me sinto mais em baixo, tenho até vontade de me mudar para lá definitivamente, neste sinto que não seria capaz de igualar a força, a determinação e a coragem dos que lá vivem.
Além disso, tenho um Mundo imenso para conhecer e para deserto, chega este quase-deserto onde trabalho.
Sexta-feira, Setembro 04, 2009
Você foi...
Composição: Isolda
Você foi, o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez....
Você foi,a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi, o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
Você foi, toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi, o melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
Terça-feira, Setembro 01, 2009
Terça-feira, Agosto 18, 2009
Quarta-feira, Agosto 12, 2009
Férias

Vou de férias.
Vou para um sítio quente.
Muito quente e terrivelmente seco.
Um sítio onde as minhas caipirinhas são uns deprimentes chás de menta, onde a sensualidade da mulher nativa, se existe, está de baixo de longos véus. Onde a paisagem corre as cores do vermelho forte do sol nascente ao amarelo das areias do deserto, passando pelos castanhos escuros e claros da terra seca, ponteados por pequenas bolas verdes acinzentadas das oliveiras. Não há o verde da clorofila estonteante de outras paragens. Só poeira seca. Muito fininha.
Vou de férias para um sítio onde se come, diz-se, uma maravilhosa carne de borrego. Só não entendo se a carne é assim tão boa porque raios a temperam com tantas especiarias e condimentos, que fazem a melhor carne de vaca ter sabor igual à carne de ouriço-cacheiro. Vou para um sítio onde as melancias são fartas e doces como nunca se viu. Mais ou menos como as daqui. Vou para um sítio de música deprimente, tocada com instrumentos estranhos e sons monótonos. Vou para um sítio onde nunca chove, onde sol queima a pele de tal forma que ninguém se atreve a mostrá-la.
Vou de férias e estas são as minhas expectativas.
Pode ser que na volta leia isto e perceba que estava redondamente enganado.
Pode ser...







