quinta-feira, julho 30, 2009

Da teoria à prática

Tive a felicidade de ir a uma festa de Bodas de Ouro de uns Primos, naturalmente já velhotes, mas muito animados e bem dispostos. Numa altura em que o Primo, vestido com o mesmo fraque do dia do casamento (como se fazer 50 anos de casado não fosse, só por si, obra suficiente:)), resolveu dedicar algumas palavras à mulher, filhos, netos e restante família. Num discurso leve e bem disposto, meio a sério meio a brincar, disse a dada altura uma frase que eu entendi perfeitamente e que me coube que nem uma luva.

A propósito da sua faceta de “motard”, paixão que ainda hoje alimenta, frequentando algumas das mais importantes concentrações da região, falava do seu passeio mais marcante. Uma viagem de uma semana ao Luxemburgo. Agradecendo à família o facto de permitirem que se ausentasse por prazer próprio, referiu então a teoria que me marcou. Disse que a mulher, sempre lhe deu a liberdade, que ele tanto prezava, acrescentando que se a ela teve direito, foi porque também ele fez por a conquistar e merecer, nunca dando azo a qualquer tipo de abuso ou desconfiança.

Nós os homens, que assumimos compromissos sérios, teremos dentro e fora da nossa união a liberdade que quisermos ter, se soubermos merecê-la, pela forma como encararmos aquilo que é ou deve ser uma relação a dois. Confiança, respeito, amizade partilha e transparência.

Esta é a teoria…

segunda-feira, julho 27, 2009

Flashes


Tudo aqui filmado. Estes rapazes, que até são bons (dão uns toques de New Order, grupo que gosto muito) não esquecem as origens e na hora de filmar um vídeo, escolheram a cidade deles, que é minha também. A cidade onde vivo, não onde nasci. Essa, é ainda mais bonita. Mas esta, a do vídeo, é muito acolhedora e sinto-me bem por cá. Reconheço os lugares e sinto paz e segurança nos flashes.:)

segunda-feira, julho 20, 2009

40 anos depois de o homem ter alunado

Eu, que sempre aqui estive na terra, insisto hoje em não ser capaz de chegar do mundo da lá. De abrir bem os olhos e aterrar no meu mundo. Não quero ver nada nem ninguém, não quero fazer nada, não quero ouvir nada... Dias...

quinta-feira, julho 16, 2009

Já é oficial, este ano ninguém me leva ao Brasil!

Primeiro foram as companhias aéreas brasileiras a fechar, depois foi a estúpida gripe, depois os aviões da Air France com defeito, depois o fim dos voos charter para o Brasil por falta de turistas,… Por fim a importância que os meus companheiros de viagem atribuíram a tudo isto…

Eu bem tentei…

Para afastar a desilusão vou enumerar tudo o que me atrai nessa terra. :)

As cores, os cheiros, a humidade, a chuva (um bocadinho todos os dias), o sol depois da chuva, o calor húmido, a noite às 6 da tarde (dá para descansar um pouquinho antes da noite a sério, ou dá para fazer qualquer outra coisa), o jet-lag que nos faz acordar às 6 da manhã bem dispostos e com o sol alto, a comida e os sabores exóticos, as indígenas, e também os indígenas, porque não?, a simpatia, a simplicidade, a música, os sons e os ritmos, a caipirinha da manhã na praia, os almoços à beira-mar,... e tudo o mais que agora não me lembro, porque senão este post fica eternamente em rascunho.
Até para o ano, espero eu.

sexta-feira, julho 10, 2009

Eu continuo por aqui...

...continuo a ter os mesmos pensamentos parvos, talvez um pouco menos inocentes, mas não sei o que fiz da minha vida, que não me sobra tempo para os escrever, da forma como eu gosto.

por isso, enquanto não me renovo e me encontro, deixo aqui mais umas fotos minhas, não de mim, mas minhas e do meu local de trabalho, não do local onde vivo. :)





quarta-feira, julho 08, 2009

segunda-feira, julho 06, 2009

É oficial, sou mesmo um grande parvo!

No sábado, andava eu sossegadinho nos meus trabalhos na quinta, como sempre totalmente sozinho, que a minha mulher odeia bichos e campo, desde que não seja na National Geographic Channel, quando ouço o típico toque de um sms. Alguém me dizia: "já que vivemos tão perto, poderíamos conhecer-nos melhor!".

Caiu que nem “ginjas”. A primeira coisa que pensei foi no blogue. Se a Andorinha reconheceu as fotos, mais alguém podia ter reconhecido, não era?

Pois.

Mas foi já depois de ter respondido que me lembrei que não há ninguém que leia este blogue e saiba o meu número de telemóvel, por isso não era por aqui, mas mesmo assim continuei curioso. Estava tão entusiasmado com o mistério, que nem o facto do número de origem ser um 4646, me levantou grandes suspeitas. Apenas me recusei a identificar, por não saber com quem estava a falar. De lá admitiram que tinha sido um engano, mas que de qualquer forma, o interesse em me conhecer se mantinha. O meu também. PARVO!

Continuavam a chegar sms’s, sempre insistindo no meu nome, e eu um pouco menos PARVO, insistia em, pelo menos saber quem estava do lado de lá. Apaguei tudo da memória do telemóvel, mas devo ter enviado uns 4 sms’s à tarde e outros 2 à noite. Foi só antes de me deitar que eu PARVO, me deixei de parvoíces e fui à net procurar “sms 4646”. Encontrei logo a resposta para tudo aquilo. Que grande PARVO! Caí numa burla. Enviam sms´s ao acaso, até encontrarem um PARVO, que como eu, dificilmente não responde. Encontrei na net textos iguais aos que eu tinha recebido. PARVO! Acontece que quando se responde, responde-se para o número 4646 e esse número é de valor acrescentado. 2 euros, diz-se por aí. PARVO!

quarta-feira, julho 01, 2009

[...]

(Ilha do Fogo, Cabo Verde, 2007)

Porque será que passo tão depressa dos períodos de inquietação e ansiedade para os de um vazio entediante. Porque é tão difícil encontrar e permanecer num meio termo?

Sonhos e finais felizes


Porque acho que existirá sempre um pouquinho de teenager em mim...

A minha laranja

Imaginemos que eu sou como uma laranja, constituído por gomos muito juntinhos dentro de uma casca. Cada um dos gomos representa um estado...