quarta-feira, agosto 31, 2011

Cuba, Mi Amor



Tirando Varadero, de magníficas praias e hotéis, Cuba é um País de encantos e sentimentos contraditórios. A cidade de Havana, que conheci melhor, contradiz-se na degradação e destruição do seu património urbano e na alegria do seu povo, apesar de preso a um sistema político imposto e reposto.

Como no Brasil, voltei fascinado com a natureza exuberante, o verde acima de todas as outras cores vivas do campo e da cidade, com o calor, com a humidade, com as chuvadas repentinas e com o sol que se lhe segue, com a música presente em todas as esquinas, com os ritmos daquela gente, mistura de tudo e de todo o lado, com a facilidade com que se faz do Rum uma bebida refrescante e no fim de tudo, ou mesmo antes de tudo, com a sua sensualidade.

As pessoas são de uma simpatia contagiante e quando nos falam fazem como se nos conhecessem há anos, com uma intimidade que chega a ser arrepiante e irresistível. São pessoas simples, cheias de ritmo no corpo. Corpos de pouca roupa, habituados ao calor húmido que escorre em nós e que nos empurra para desejos que até parecem naturais. Dia e noite. O desejo que escorre em nós. Usamos panos para secar o desejo, mas ele volta cada vez mais forte, e os olhos dizem aquilo que queremos esconder. Terrível. Enfim… Por isso tudo esta frase que mais me ficou no ouvido: Mi Amor.

Cuba ficou no meu top 5. :)

Voltarei mais tarde com pormenores intensos, se for capaz de os descrever.

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