sexta-feira, maio 18, 2007

Música

Um apontamento cultural com este quadro de Pierre-Auguste Renoir tirado daqui: http://www.triplov.com/cyber_art/Pierre-Auguste-Renoir/pages/Mulher-tocando-guitarra_jpg.htm

Há uns tempos atrás fiz esta promessa.
E não é que, contra todas as probabilidades, acabei por cumpri-la? Só tem um pequeno problema. É que para a promessa estar cumprida na totalidade não chega a vontade, é preciso ter jeito e aí falhei um bocado.

Matriculei-me no conservatório, num curso de música, com aprendizagem de um instrumento, para adultos e desde Novembro que o frequento. Agora quase no final, já posso fazer uma avaliação.

1º - Em vez da guitarra, tinha escolhido clarinete, saxofone ou flauta transversal. Não houve alunos suficientes para nenhum desses instrumentos e por isso acabei por ir mesmo para a guitarra. São uma porrada de cordas e dedos. Uma confusão!

2º - As aulas de formação musical são muito boas. Aprendi música a sério, com pautas, claves, bemóis e sustenidos, conheci os truques dos compositores e abriu-me os horizontes musicais, através da música clássica. A professora é praticamente da minha idade, é muito simpática, tem uma paciência de santa e é agradável à vista. O problema é que temos que aprender aquilo muito bem aprendido para depois ser aplicado nas aulas de viola. Não basta ouvir, é preciso assimilar. E olhem que não é nada fácil distinguir as notas, as diferenças de tons e meios tons, as terceiras e a quartas, menores e maiores.

3º - As aulas de viola são pouco frequentes. O professor é bom, mas a diferença de nível entre os alunos torna as aulas pouco eficientes. O método de aprendizagem é bom e o professor está motivado e é muito esforçado. O problema é que nos estão a ensinar guitarra clássica, que é muito difícil. Andamos, andamos e ainda não sabemos tocar quase nada.

4º - A minha mulher inscreveu-se comigo nas aulas. Para mim foi uma surpresa e confesso que teria preferido frequentar o curso sozinho. Era um acto de amor. Eu tocava para ela e ela ficaria encantada com os meus dotes musicais. Em vez disso olho para ela e ela toca melhor que eu. Como marido perfeito, machão típico, irrito-me e amuo por vê-la tão desembaraçada com aquela quantidade enorme de dedos e cordas. Coisas de homens!

Mas na globalidade foi uma experiência positiva, embora esteja desejoso que termine. Vou ponderar bem a hipótese de, no próximo ano, me inscrever na Banda Filarmónica cá da terra, como clarinetista.

1 comentário:

  1. Que giro! Eu andei numa escola de música há muitos anos a aprender a tocar acordeão. E sei que se toca e canta muito melhor quando sabemos ler música.
    També achei engraçado o facto de quereres tocar para a tua mulher de modo a que ela ficasse encantada com os teus dotes musicais. Eu acho que ela poderá ficar impressionada ao ouvir-te tocar mesmo sabendo tocar ela própria. Não concordas?
    P.S. Obrigada pelas visitas ao meu espaço e pelos teus comentários.
    :-)

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